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17 de out. de 2018

O que será de nós?

Protomartires da Igreja de Roma
Uma conversa com um amigo quase em pânico, no Facebook….
Ele me diz: “ (…) já to bem desesperado afirmo.” Pergunto: “ Porque? o que vc teme? e porque teme?”
Ele: “ O fascismo e o apoio evangélico aos mesmos, com o poder financeiro, politico e religioso.”
Então fiz a seguinte reflexão, aqui um pouco mais melhorada,  que quero partilhar com vocês que têm paciência em ler esses pirilampos e que talvez estejam numa situação semelhante. Advirto que não fiz pesquisa profunda para este texto, porque a urgência da hora não pode esperar procedimentos acadêmicos, os quais – quase sempre – chegam atrasados demais devido sua formalidade. Se você quiser se aprofundar, pesquise e faça as devidas correções no texto… o importante é a reflexão.

“ Mano, vamos refletir:
1- não é uma maioria de evangélicos que apoia o diabólico.  Apenas três tipos: aquela maioria pobre, mal formada, que é massa de manobra de Lobo vestido de Pastor; aqueles que fazem de Deus (o deus deles) sua máquina de prosperidade e bem estar e dizem que “o resto é vagabundo”; e aqueles que “não se metem em politica porque é coisa do mundo”, se tornando, assim, cúmplices e apoiadores silenciosos do Mal.
2 - poder financeiro sempre foi a marca dos adoradores de Mamona. (lembra o episódio do jovem rico?). E Jesus mesmo disse que não se serve a dois senhores: ou a Deus ou ao Dinheiro. Dinheiro é Potestade, pode dominar pessoas!
3 - poder político é exatamente a força do Anticristo. O Poder é outra Potestade: sobre à cabeça e domina pessoas, transformando-as em algozes (quem não leu, leia George Orwell – A Revolução dos Bichos -  para não dizerem que defendo a esquerda radicalmente!)
4 - poder religioso o tinham os saduceus e fariseus que, aliados ao poder político e econômico do Império Romano, foram os acusadores de Jesus diante do Império;
5 - Eu acredito que chegou o momento da hora da verdade. Deus está separando para nós as ovelhas dos cabritos. Deus está permitindo isso para despertar sua VERDADEIRA IGREJA para deixar de lado querelas doutrinárias e religiosas e para voltar-se à Sua Palavra que é o “Logos tou Theou” - Aquele que se fez  sarkis (carne física) e HABITA entre nós.
6 - Deus está acabando com a lenda da "índole pacífica do povo brasileiro", tão exaltada pela ditadura militar; Deus está revelando - de uma vez por todas - que "não é brasileiro" e que a tal índole é ódio reprimido causado pela eterna dependência do colonialismo. Deus está nos permitindo a oportunidade de RENOVAR A FÉ, MANTER a ESPERANÇA e continuarmos a pregar o Evangelho no espírito de SOLIDARIEDADE (Comunhão).

7 - O que será de nós? a pergunta da Igreja primitiva durante as perseguições...  e então vemos a história :
a) o Império caiu - demorou mais de mil anos, mas caiu duas vezes: 4 séculos depois de Cristo no Ocidente e 15 séculos depois de Cristo no Oriente;
b) o judaísmo dos saduceus e fariseus foi destruído pelo próprio Império, 70 anos depois de Cristo;
c) A Igreja de Cristo continua, aos trancos e barrancos, 21 séculos depois de Cristo.

8 - o que será de nós? pergunta do povo hebreu durante o exílio da Babilônia.
a) Babilônia caiu;
b) boa parte do povo retornou à sua terra; reconstruiu sua capital e seu templo...
c) outra parte do povo ficou na Babilônia e acabou formando lá um novo judaísmo, renovado, que gerou o Talmude e se tornou um dos mais importantes rabinatos do mundo.

PORTANTO:
a) mantenhamos firmes a nossa FÉ NO CRISTO RESSUSCITADO;
b) lembremos que não somos deste mundo mas estamos neste mundo - Jesus pediu (João 17) que não fôssemos tirados do mundo, mas que estejamos livres do Mal;
c) sejamos resistência, sem porra-louquice , sem  insanidade, sem se deixar levar pelo pânico, mas com sabedoria:  somos enviados ao mundo e aconselhados a sermos mansos como as pombas e prudentes como as serpentes;
d|) mantenhamos firmes na oração e no estudo da Palavra, porque Deus ama seu povo.

Assim a gente resistiu no passado, assim resistiremos no futuro.
Desanimar é a nossa tentação.  Lembre-se, todavia, que as portas do Inferno não se sobreporão sobre a Igreja de Cristo.
Mantenhamos contato uns com os outros, com mansidão e prudência, em solidariedade e comunhão, e nunca nos esqueçamos dos três jovens na fornalha e de Daniel na cova dos leões . Os anjos de Deus estarão sempre conosco, mesmo nos momentos de dor e sofrimento. Nossa geração já passou por isso antes… eles se foram, nós permanecemos; eles estão voltando, nós permaneceremos; eles voltarão a cair, nós permaneceremos! porque estamos em Cristo!

Jesus Cristo venceu o mundo! Com Ele, nós venceremos sempre!
Paz e Bem! O amor sempre venceu o ódio! #elenão
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29 de mar. de 2014

Civilização da Idiotice


Estado idiotizador(um desabafo politicamente incorreto, graças a Deus,  sem qualquer prudência literária!)
Grande parte da população ocidental (não tenho conhecimento ou experiência suficiente para analisar a população oriental)  é composta por gente idiota, pessoas que agem sem pensar; que, pela ignorância induzida, se deixam levar pelas mais vergonhosas formas de publicidade, convencidas, por exemplo, que precisam comprar o último modelo de um simples telefone celular (que na verdade é muita coisa junta, inclusive telefone) para serem reconhecidas e respeitadas pelas outras pessoas idiotas que, por isso mesmo, debocham e manifestam seu desgosto porque alguém não tem o último modelo… que, até então não lhes fazia falta e realmente não lhes faz falta a não ser para ficarem “por dentro”… ou seja serem reconhecidas e acolhidas pelas outras pessoas  como “normal”, “atual”, “moderno”, “in”, … essas babaquices todas!

A economia capitalista necessita do consumo para crescer; o consumo, para se manter crescente e cada vez mais produtor de riqueza (que não é distribuída, mas acumulada por poucos), necessita de produtos que durem pouco, porque afinal a quantidade de consumidores não é infinita… ou seja, o mercado precisa que a gente re-consuma as coisas para se manter ativo… e por isso inventa necessidades que não temos para que pensemos que as temos (para isso serve a publicidade indutora de “valores de felicidade”) e com isso, consumir aquilo que nos convencem ser realmente necessário para sermos felizes! É mais ou menos isso que se chama “realidade líquida” (cf. Bauman).

A massa idiota se encanta com as “novas” tecnologias, que se apresentam no mercado como surgidas de forma mágica, do nada, massa muito admirada com a capacidade científica do Império… Na verdade, quando uma “nova” tecnologia surge no mercado, ela já está ultrapassada e com prazo contado para durar (hoje em dia, algo em torno de seis meses no máximo). 

Por exemplo, a NASA colocou os primeiros astronautas na Lua no início dos anos 60 do século passado, e isso foi possível porque já estava disponível (secretamente) uma tecnologia computacional em máquinas de tamanho reduzido, ou seja, um possante computador com a incrível capacidade de 16 Kb  que cabia nos menos de 10 m2 das cabines das naves espaciais das séries Mercury e Apolo1. Ou seja, o micro-computador, que só chegou ao mercado cerca de 30 anos depois, já existia quando se tornou consumível. Não chegou antes porque era considerado tecnologia militar e a Guerra Fria comia solta (os soviéticos, aliás, tinham uma tecnologia computacional muito avançada também, e não mandaram homens à Lua porque seus robôs eram muito mais eficazes, conseguiam pousar em terra firme e no ponto determinado previamente; além disso, conseguiram pousar em Vênus, onde os americanos quase sempre falharam). 

Nos anos 90 os Computadores Pessoais (PC’s, já que a gente adora anglicismos) duravam alguns anos; hoje a cada ano, no máximo, se tornam obsoletos, estão cada vez mais reduzidos e com maior capacidade (simplesmente para facilitar a interface humana, não para processar os dados). Caíram na gandaia do mercado… e lá vai a massa idiota consumir…

Uma das afirmações do tipo “auto ajuda imbecil” que se partilha e re-partilha aos milhares nas redes sociais (na verdade, o consumo de banalidades que gera milhões de dólares para a dita “indústria da informação”) é a afirmação de que somos responsáveis pelas nossas escolhas… e sofremos as consequências delas! Isso é totalmente idiota! Simplesmente porque, na maioria das vezes não temos escolha ou somos enganados, levados pelas mais sutis formas de indução e controle externo da vontade pessoal…

É fácil dizer que se fez escolha errada quando, na verdade, não havia escola pública de qualidade para que o pai pobre pudesse matricular seu filho; que opção ele tinha? Tanto que o Governo, para aliviar a consciência do Estado, cria normas imbecilizantes como aprovação compulsória nas escolas, quotas na Universidade para estudantes da rede pública e outros paternalismos que impedem o desenvolvimento de uma massa crítica na sociedade e de uma consciência cidadã.

Essa é a sutil maneira encontrada pelo “sistema de dominação” para nos manter na permanente sensação de culpa pelas mazelas que acontecem em nossas vidas e na própria sociedade, e aliviar-nos com o consumo de coisas realmente das quais não precisamos. 

A Culpa, aliás, tem sido a base da cultura ocidental devido à nossa herança trágica do mundo judaico-cristão utilizada de forma muito esperta pelas elites dominantes desde o Império Romano dito cristianizado (a famosa “cristandade”, ou seja, cristianismo de massa, e como tudo que é massa, plenamente maleável e ajustado, sem vontade própria). Sentindo-se culpado pela própria impossibilidade de viver com dignidade, o sujeito fica cego para a baderna política do toma-lá-dá-cá, e fica retido em um curral eleitoral com medo de perder as benesses do paternalismo estatal!

Pão e Circo era o esquema do Império Romano… hoje, o circo é eletrônico, o pão está envenenado pela indústria alimentícia  e é pouco! 

A culpa é sua por ter escolhido nascer; tá reclamando do quê?

Nota de Rodapé:
1 Note Bem: você acha que os astronautas eram capazes de pilotar uma nave, como se fosse um avião, movida à gravidade? a complexidade dos cálculos necessários e a velocidade que devem de ser feitos para conduzir a navegação adequadamente, estão além da velocidade de processamento do cérebro humano. Tanto que cada nave levava dois computadores exatamente iguais para em caso de pane em um, o outro continuar pilotando a nave em contato via rádio com os computadores em Huston.
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14 de mai. de 2012

Do poder e do penico.

PenicosOs políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente, e pela mesma razão!  (Eça de Queiroz)
Não sei quando o Eça disse isso, se publicou ou não, nem mesmo se é o autor da frase… peguei a citação no Facebook. Todavia, é uma frase feliz, de grande senso cidadão.
Na verdade, isso vale para qualquer um que exerça autoridade e esteja investido de poder. Para evitar se contaminar, sempre é bom não acumular muito tempo no poder e no exercício da autoridade... isso vale em qualquer instituição, INCLUSIVE na Igreja! Porque ninguém é imune ao poder corruptor do Poder!
Houve uma Ordem, Monástica, em tempos passados – não me lembro qual mas provavelmente de Regra Beneditina – onde havia uma norma sobre o Superior Geral: ao término de seu tempo de governo (exercício do poder e da autoridade) o monge, até então o Superior Geral, era designado para a função de Irmão encarregado das latrinas do mosteiro, ou seja, o sujeito que tinha de cuidar da merda de todo mundo! Isso, dizia a norma, era para que ele se desintoxicasse e se limpasse do poder e da autoridade, para que reaprendesse a servir e a obedecer, pois até então fora servido e obedecido pelos demais confrades.
Também dizia a norma que o Superior recém eleito, antes de ser investido da autoridade, deveria passar alguns meses como Irmão Porteiro, cuja cela ficava fora da clausura, ao lado do Portão Principal, e que devia atender à porta qualquer hora do dia ou da noite. Era ele quem atendia os peregrinos que buscavam alguma ajuda, atendia os doentes que buscavam remédios, enfim, era o sujeito a quem cabia a responsabilidade de atender a todo mundo que batia à porta. Também competia a ele cuidar das montarias dos hospedes… Assim, o pobre do Irmão Porteiro (futuro Superior Geral) era um sujeito que não tinha muito descanso, e devia ser carinhoso, atencioso e prestativo, ter bom senso e muita paciência. Segundo a Norma, ele aprenderia a servir e a atender a necessidade dos demais confrades, pois sua principal função como Superior era o bem estar da comunidade.
Assim, antes e depois do tempo em que exerce a autoridade, o monge tinha de passar por funções simples e, ao mesmo tempo, humildes, para evitar a contaminação pelo Poder.
Acho que a gente devia ter alguma norma parecida para balizar as pessoas a quem delegamos autoridade no campo social e político.  Por exemplo: após as eleições para qualquer cargo, os eleitos  - antes de tomarem posse do poder – deveriam compulsoriamente servir como garis, garçons, faxineiros, porteiros, e outras tarefas subalternas que exigem paciência e habilidade em lidar com os outros. A ideia é que antes de exercer a autoridade, a pessoa seja submetida à outras autoridades… E também deveria ser obrigado, ao término do mandato, o exercício de funções subalternas, para evitar a arrogância…
Penso que na Igreja isso também deveria acontecer. Na verdade, na tradição herdada da Igreja Antiga, todos os clérigos são ordenados primeiro ao Diaconato, para depois, se assim o desejarem, receberem a Ordem do Presbiterado e posteriormente a do Episcopado.  Ou seja, todo Bispo e Bispa, todo Presbítero e Presbítera é, antes de tudo, Diácono/Diácona – a Ordem do Serviço. Portanto, qualquer que seja a hierarquia, todos os clérigos e clérigas são iguais – são Diáconos e Diáconas; as Ordens posteriores são colocadas SOBRE o Diaconato, não em lugar do Diaconato. Ou seja, toda a Hierarquia está apoiada na base do Serviço e a autoridade é exercida a partir dessa plataforma: o servir!
Entretanto, não é isso que a gente vê na maioria das vezes… Sacerdotes e Bispos que adotam posturas senhoriais, arrogantes e autoritárias… como se a Igreja (Paróquia, Diocese) fosse propriedade sua e não espaço do SEU serviço.
Seminaristas deveriam, além do estudo teológico, passarem por processos obrigatórios de estágio atuando em comunidades e situações limites: capelania hospitalar, serviço social e pastoral com moradores de rua, servir voluntariamente em hospitais destinados a doentes terminais… não serão bons pastores e pastoras se não conhecerem em profundidade os limites humanos da dor, da tristeza e da exclusão! Não poderão ser sinais da misericórdia amorosa de Deus se não compreenderem o que é necessitar de misericórdia.
Ao se tornarem Diáconos e Diáconas, deveriam ser obrigados a atuar ainda nessas situações limites, como servos e servas. Além de serem sinais do amor misericordioso de Deus, seriam também interlocutores para a Comunidade da Igreja sobre as necessidades do mundo… manteriam os olhos da Igreja voltados para as dores e misérias humanas, inspirando a missão e a ação evangelizadora.
Mesmo depois de receber o Presbiterado, de tempos em tempos seria bom que voltasse a exercitar concretamente o Diaconato, um período onde estaria em contato novamente com os limites humanos… e isso também deveria ser obrigatório aos Bispos e Bispas… deixar a Mitra e o Báculo no Altar e voltar – de tempos em tempos – a carregar o alforje do Diácono de forma concreta e engajada, não de forma simbólica.
Isso ajudaria todos nós a resistir quando tentados pelas benesses do Poder e do exercício da Autoridade, e sermos fiéis ao Senhor que se apresenta como Aquele que Serve, o qual nos separou para sermos sinais de SUA AÇÃO (serviço) no mundo. Um semestre sabático afastado do encargo e da solidão do poder permitiria aos Bispos e Bispas e também aos Párocos e Párocas avaliarem-se desnudos diante do Senhor da Vida e da Igreja e desintoxicarem-se dos demônios que rondam o Poder…
Isso seria um novo paradigma para a Igreja que tenta ser sinal do amor de Deus em um mundo cada vez mais centrado no ego e na auto-satisfação consumista, um mundo cada vez menos solidário…
O Poder, seja qual for, sempre tenta e quem cai na tentação acaba fazendo merda! de tempos em tempos, é bom que os grupos humanos limpem seus penicos!
Fica a proposta…
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FOTO: Museu do Penico, Salamanca, Espanha
Espalhados pelos diferentes cantos do mundo, encontram-se museus dos mais curiosos, como o do penico. Fundado em 2007, o Museu do Penico encontra-se instalado no Seminário de São Cayetano, junto à Catedral de Ciudad Rodrigo, a cerca de 30 km da fronteira de Vilar Formoso. Fruto do esforço de José María del Arco, o Museu do Penico abriga 1.300 peças diferentes provenientes de 27 países diferentes entre eles Portugal, tendo sido a maior parte deles oferecidos ao proprietário. Uma proposta diferente e a oportunidade de admirar um aspecto original do legado histórico dos nossos antepassados.
Uma visita ao Museu em Salamanca? Vale a pena ver tamanhas relíquias! Ah, e faça questão de não encostar em nada hein?
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6 de dez. de 2011

Querem mudar o nome da Árvore de Natal!!!

Árvore de Natal

Mais uma novidade “bizantina” nos EUA. Agora lá não se pode dizer “Arvore de Natal”, especialmente se for patrocinada por algum órgão governamental, em respeito aos não cristãos! Tem de chamar “Arvore de Festa”! É o tal politicamente correto…
Os ateus não devem se ofender com isso, com certeza, até porque curtem bem as festas de Natal, trocam presentes, tudo dentro dos conformes com a sociedade de consumo. Talvez o problema seja a população judia… mas os judeus sempre se deram bem nos EUA e nunca criaram caso com árvores de natal, afinal é parte da cultura do hemisfério norte celebrar o solstício de inverno com a árvore enfeitada com luzes e prendas. Os evangélicos não são, pois também são chegadinhos a uma árvore de Natal.  Não creio que os hinduístas sintam-se ofendidos com uma árvore de Natal. Restam os mulçumanos, talvez?
Interessante, porém, que em vários países confessionalmente não cristãos, os cristãos que lá vivem não se importam muito com as celebrações culturais daqueles povos. Mas em vários, os cristãos são perseguidos, não têm liberdade de culto, e às vezes vivem na clandestinidade. Que eu saiba, os EUA nunca deram importância para isso…
Posso compreender que nem todo mundo é obrigado a celebrar o Natal. Assim como ninguém deve ser obrigado a respeitar as sextas-feiras (dia sagrado dos mulçumanos), os sábados, o Pessach,  ou fazer um mês de jejum no Ramadã.
A questão é, caso haja ofensa em celebrar-se o Natal, porque manter o feriado? afinal, para que seria o feriado de natal? para festejar o quê? Se os EUA mantém feriado no Natal, porque a implicância com a árvore? incoerente é também celebrar o Dia de Ação de Graças, festa exclusivamente cristã e puritana… Talvez eles mudem o nome para Dia de Comer Peru…
Aliás, para que tornar o domingo um dia de descanso? isso não é também um costume cristão? Será que nos EUA os mulçumanos têm liberdade de não trabalhar nas sextas-feiras? e os judeus e todos os sabatistas nos sábados?  Não sei que dia da semana aconteceu a Independência dos EUA (e estou com preguiça de fazer cálculos); vamos supor que tenha sido numa quinta-feira. Seria mais coerente então eles reservarem as quintas-feiras para seu descanso semanal… (e nesse caso, ninguém iria gostar das sextas-feiras).
Fico pensando naqueles milhares de hinduístas que vivem nos EUA e são obrigados a sentir o cheiro dos hamburgues… alguns são realmente feitos com carne de vaca! Deviam proibir os hamburgues porque ofende os hindus. E nada de cachorro quente com salsicha de carne de porco, pois judeus e mulçumanos podem se ofender. Aliás, as propagandas de bebidas alcoólicas não ofendem os abstêmios?
Caramba! e lá eles chamam Papai Noel (Papai Natal) de Santa Claus, um título cristão, corruptela de São Nicolau! Logo vão mudar para Papai Coca-Cola, uma vez que o Papai Noel pintado de vermelho foi divulgado em 1931 para exatamente fazer propaganda da Coca-Cola e aumentar seu consumo durante o inverno (dezembro, no Norte, é inverno)!
Sinceramente, sabem o que eu acho? acho que os norte-americanos não sabem fazer sexo e vivem compensando sua libido frustrada com bizarrices “politicamente corretas”. Não incluo ai os canadenses e os mexicanos, também considerados norte-americanos. Os mexicanos são latinos e portanto, curtem sexo muito bem; os canadenses, pelo menos o pessoal do Quebec, pela sua tradição francesa, também devem saber tirar proveito da sexualidade…
O pior é que como aqui no Brasil está cheio de mico admirador da “curtura” estadunidense, logo vamos ter nossos libertários clamando pelo direito de desrespeitar a cultura como se Estado Laico significasse Estado sem fundamento cultural. Aliás, o conceito de Estado não é coisa de europeu? isso deve ofender a todo mundo que não seja europeu, obrigados a viver sob uma organização social imposta por uma cultura…
Cacete, o mundo está ficando muito chato!
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19 de ago. de 2011

O Sermão da Montanha, versão para professores

[recebi do meu amigo Handall, lá de Vitória; vou repassando]

Nem Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje....

“Naquele dia, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:
- Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
- Felizes os misericordiosos, porque eles...

Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
- Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?
- Quais são os objetivos gerais e específicos?
- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?

Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?
- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
- E vê lá se não vai reprovar alguém!

E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, Senhor, por que me abandonaste???"

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31 de mai. de 2011

Sobre a Intolerância (religiosa, sexual, etc.)

Cosme e DamiãoTemos visto, recentemente, verdadeiros shows de intolerância frente à necessidade da sociedade brasileira adequar-se aos novos tempos e à percepção – cada vez maior – da diversidade humana.

Com efeito, cada vez mais se toma consciência que a sociedade humana – assim como toda a Criação – é de impressionante diversidade; fica quase impossível pensar-se em um “ser humano padrão”, se buscarmos padrões cartesianos. A diversidade se expressa em forma de cultura , etnia, língua, e em tudo aquilo que o ser humano cria e desenvolve com sua inteligência – e aqui me refiro inclusive às artes, às tecnologias e também às religiões.

Essa mesma diversidade percebemos em toda a Criação, o Jardim criado por Deus e entregue ao ser humano para ser cuidado; Jardim esse que o ser humano perdeu quando a cobiça de poder – o ser  igual a Deus! – tomou conta de seu coração (cf. Gênesis 2.4-3.24 – uma interessante narrativa mitológica explicando a origem do mal inserido no seio da humanidade).

Entre os seres vivos, desde os seres unicelulares até os grandes mamíferos (o ser humano entre eles) a diversidade biológica é imensa. O mundo mineral, o próprio universo, tanto o macrocosmo quanto o microcosmo é de uma riqueza imensa em diversidade.

Assim é que temos visto nos últimos dias, ou melhor dizendo, nos tempos recentes, comportamentos e atitudes totalmente contrários à diversidade, uma demonstração de intolerância que chega a ser blasfema quando invocada em nome de Deus, o mesmo Deus que fez da diversidade a marca da Criação! Pior ainda quando entre os intolerantes aparecem ditos cristãos, nós que anunciamos e cremos em Deus que, por sua própria natureza, é diversidade (TRINDADE!!!!!!).

Os intolerantes cristãos – sejam eles ditos evangélicos ou católicos – justificam-se usando e ab-usando do texto da Bíblia, catando aqui e ali versículos para atribuírem a si mesmos o poder de “falar em nome de Deus”.

No que se refere à intolerância religiosa, a Igreja de Roma sempre assim procedeu, haja visto a (nada) Santa Inquisição, embora os protestantes e os cristãos orientais também não sejam santinhos; quando o Protestantismo chegou à América Latina, colonizada católico-romana, muitos dos nossos templos foram queimados, destruídos, pastores perseguidos, e  - entre os episcopais, por exemplo – pessoas não podiam afirmar sua orientação religiosa sem colocar em risco seus empregos e a segurança de seus lares. Todavia hoje, os ditos “evangélicos” – a péssima herança deixada pelo Protestantismo nas terras Ameríndias – repetem o mesmo comportamento de intolerância para com as religiões de matriz africana e/ou indígena que insistem com muita fibra em permanecer na nossa sociedade.

Não vou ocupar espaço no servidor do blog falando da intolerância quanto à orientação sexual… é mais do que notório o preconceito e a intolerância para com pessoas cuja orientação sexual difere daquilo que os “puros” entendem como “padrão pela vontade de Deus”.

Interessante que a maioria dessas vozes intolerantes são profundamente tolerantes com a corrupção política, com a usura, com a injustiça e confundem a gananciosa e cruel prosperidade capitalista com “bênção” de Deus!!! O mesmo Deus que – ESTÁ ESCRITO – afirmou serem os pobres bem-aventurados, serem os pacificadores os herdeiros da terra, etc., etc., etc. Nesses casos não são fundamentalistas, pelo contrário, buscam exegeses que agridem o bom senso das pessoas  e os padrões das ciências hermenêuticas; mas quando se trata da religião diferente, da orientação sexual diferente, ou seja, de tudo que seja diferente do padrão moral por eles definido como “vontade de Deus”, então ai, o texto bíblico é assumido sem interpretações...  fundamentalismo de conveniência ideológica.

Assim vimos a vergonhosa aliança política no Congresso Brasileiro entre a bancada evangélica e a frente católica (aliança muito ecumênica por sinal – nessa hora é conveniente ser ecumênico), negociando com a situação o calar-se diante do caso Palocci em troca da permissão para a homofobia. Sabe-se lá o que rolou na questão do Código Florestal… e sabe-se lá que diabólicos acordos os parlamentares ditos “cristãos” não estão fazendo para manter o “direito” de ser intolerante e perseguir (segregar) os diferentes…

Convido vocês, que têm paciência em ler este blogue, a cerrar fileiras na intolerância: sejamos todos (e todas, vá lá)  intolerantes com os intolerantes.

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21 de fev. de 2011

Porque não quero ser politicamente correto (2)

Recebi de um amigo, médico e psiquiatra em Vitória ...
(veja também  http://pirilampos-pintassilgos.blogspot.com/2011/01/porque-nao-quero-ser-politicamente.html)

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA
Texto de: Luiz Antônio Simas

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.

Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo – o homem – e a rosa – a mulher – estimula a violência entre os casais. Na nova letra “o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada”.


Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro? É Villa Lobos, cacete!

Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.

Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.


Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.

Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.

Daqui a pouco só chamaremos o anão – o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil – de deficiente vertical .. O crioulo – vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) – só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo – o famoso branco azedo ou Omo total – é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia – aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno – é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo – outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão – é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais… Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.

Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a “melhor idade”.Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.


Abraços,
Luiz Antônio Simas
(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).
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É isso ai!
PS.: os meus amigos e amigas, bem como os irmãos e irmãs da OST podem continuar me chamando de "Gordinho"; eu não me ofendo!! sou mesmo gordinho... Viu? até que uso linguagem inclusiva... rsrsrsrs
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29 de jan. de 2011

Porque não quero ser politicamente correto!

Vamos  comparar a evolução da sociedade brasileira de 1959 com a de  2011. Esses cenários me foram passados por e-mail; obrigado João Henrique!

Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.
Ano 1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e volta tranquilo à classe.
Ano 2011: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra  lhe receita  Rivotril. Se transforma num Zumbi. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz.

Cenário 2: Luís quebra o farol de um carro no seu bairro.
Ano 1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no trazeiro... A Luís nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
Ano 2011: Prendem o pai de Luís por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu  filho.   Sem o guia de uma  figura paterna, Luís se volta para a droga, se torna traficante e fica preso num presídio especial para adolescentes. 

Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria,  o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...
Ano 1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.
Ano 2011: A professora Maria é acusada de abuso sexual, condenada a três anos de reclusão. José passa cinco anos de terapia em terapia. Seus pais processam o colégio por negligência e a professora por danos psicológicos, ganhando os dois processos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...


Cenário 4: Disciplina escolar

Ano 1959: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade.
Ano 2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por faze-lo . Nosso velho vai até o colégio se queixar do docente e, para consolar o “coitado do menino”, compra uma moto para o filhinho.

Hoje tem criança que ameaça seus pais com o tal Conselho Tutelar... Estudantes não respeitam professores (a quem chamam de "tios"), invocando o mesmo Conselho...  é mole?
Ofereci assento a uma senhora no ônibus e levei esporro com ela dizendo que não precisa da minha falsa gentileza machista... por sua vez, um bando de adolescentes negou-se a dar lugar a mim e a outro senhor de terceira idade no assento reservado exatamente para gente como eu e ele, no metrô...


Pois é: cada vez mais somos uma sociedade de direitos sem deveres e sem educação !

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19 de jan. de 2011

A Fábula do porco-espinho

www.monteselvagem.pt  “Durante a era glacial muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos. Assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente.

Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso, decidiram afastar-se uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados. Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o importante é o calor do outro. Dessa forma, sobreviveram.

Moral da estória: o melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele no qual cada um aprende a conviver com os espinhos (defeitos) do outro e admirar suas qualidades.”

O texto não é meu. Recebi-o em um folheto, que me foi entregue por uma paroquiana; não consta autoria no folheto. Trata-se de uma fábula, até porque os porcos-espinhos não costumam viver em grupos, mas formam famílias.

  No momento presente, a sociedade humana tem sido, cada vez mais, incentivada a viver o isolacionismo pessoal, em nome da felicidade. Os slogans e as “técnicas de auto-ajuda” colocadas à disposição no mercado, insistem no “ame a si mesmo primeiro”; “escolha o que for melhor para você”; “priorize você mesmo”; ou seja, somos constantemente incentivados cada a um a cuidar da sua própria vida, sem dar importância aos demais. Talvez por isso, as pessoas gastem mais tempo “teclando na internet” que conversando pessoalmente. Talvez por isso, o número de pessoas solitárias está aumentando nos centros urbanos. Afinal, conviver com o outro é uma aporrinhação – o outro tem espinhos, como eu também, mas os meus espinhos não me machucam!

   Por outro lado, quando acontece alguma tragédia, a mesma mídia que incentiva o egocentrismo, convoca a solidariedade! Temos visto isso cada vez que ocorre uma catástrofe natural, como por exemplo, as chuvas de janeiro que costumeiramente matam pessoas no Brasil. Então vemos o “espetáculo da solidariedade”: milhares de pessoas, incentivadas pela mídia, voluntariamente, começam a doar gêneros alimentícios, roupas, remédios, dinheiro, etc… Todavia, um mês ou menos tempo depois, quando a tragédia já não é mais uma notícia espetacular, ninguém mais se lembra dos flagelados. Cessa a solidariedade, fica apenas a lembrança de que “algo terrível aconteceu mas fiz a minha parte, doei umas roupas velhas e 40 litros de água potável…” As mesmas grandes empresas que acorreram em solidariedade logo após a tragédia, voltam a explorar a população; os órgão do Estado que imediatamente tomaram providências para resolver a situação de emergência voltam ao marasmo da sua irresponsabilidade permanente de não zelar pelo bem comum. E assim as tragédias se sucedem bem como o show da solidariedade, que disputa audiência com os Big Bostas Brasil do Bial e a contratação de um atleta metido a estrela por um clube popular…

  A vida continua na mesmice de sempre, o Carnaval vem ai, e o fato mais importante é ver quem consegue sobreviver na Casa do BBB e levar a grana toda (quem foi o mais esperto!).

  Enquanto isso, os porcos-espinhos continuam também sobrevivendo…

 Foto: www.monteselvagem.pt

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7 de dez. de 2010

O Alemão e a segurança pública

29_MHG_rio_penha O Brasil acompanhou o show televisivo, em rede nacional, da “Conquista do Complexo do Alemão” (sendo um complexo, talvez Freud explique…). A imprensa carioca considerou o evento a “libertação” da cidade.  Uma excelente mídia para ajudar a imagem do Rio de Janeiro, visando as Olimpíadas e a Copa… bom cacife político para o Governador!

Na verdade, o espetáculo não foi tão magnífico assim. Afinal, os bandidos fugiram em grande maioria, mesmo depois da chegada da “cavalaria”, do Rim-Tim-Tim, do Zorro, do Homem-Aranha e da Super Caveira. Literalmente os bandidos fugiram entrando (ou melhor, saindo) pelo cano!  Teve até a frota naval (anfíbios), mas faltou, naturalmente a Oitava Frota dos EUA. Talvez ela venha para a invasão da Rocinha, se o Governo do RJ espalhar a notícia que o Osama está escondido lá… Entretanto, nada disso resolve o problema.

Não vou dizer que a violência urbana é consequência da miséria, deixo isso para a esquerda porra-loca que ainda insiste em existir. Também não vou dizer que a “ausência do Estado nas favelas (ooops! comunidades!)” facilita a presença dos narco-traficantes armados. Como assim o Estado ser ausente?

Assumir que o Estado esteja ausente de alguma parte do território é assumir que há “repúblicas” dentro da República – talvez por isso a imprensa insistiu no uso da palavra “guerra” para descrever a ação policial.  Seria admitir que o Governo não tem controle do território, o que não é verdade. Tanto que, quando há interesse político, o Governo se faz presente sempre, em qualquer parte do território nacional. Não ter políticas públicas para determinada região, é uma política pública!

Alguns poucos setores da imprensa apresentaram análises mais contundentes, sem a euforia da “vitória militar”! Apresentam a complexidade do problema de segurança pública, não só no Rio, mas no Brasil e em outros lugares do mundo.  Por isso, eu não vou apresentar a minha análise, até porque não sou especialista nisso. Mas não posso aceitar as análises simplistas para explicar o problema.

A Cidade do Rio de Janeiro não é campeã de violência urbana no Brasil; perde, por exemplo, para Vitória e para Recife. Porém, no Rio a violência é mais visível por causa de sua geografia. Afinal, centro e periferia se confundem, se entendermos isso como distribuição das classes sociais. Por isso, é descabida toda a exaltação da mídia, uma forma de encobrir a complexidade do problema, que é muito mais complexo que o “Complexo do Alemão”.

Policiais do Bope se preparam para entrar no Complexo do Alemão [Foto - Marcelo de Jesus - UOL][6]

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Uma coisa curiosa: na “Guerra do Complexo do Alemão”, em rede nacional, a gente pôde observar homens vestidos de preto, a  maioria deles homens pretos, perseguindo outros homens pretos, mal vestidos… não é curioso? não há ai algo curioso? pense…

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14 de out. de 2010

Evangélicos e Política: muito interessante!

É muito interessante que líderes evangélicos se envolvam em política exigindo dos candidatos à Presidência da República um compromisso sério de vetar leis favoráveis ao aborto e à união civil de pessoas do mesmo sexo.

Interessante porque os evangélicos sempre pautaram por “não se envolver em política”, que eles consideravam “coisa do mundo”. Pelo menos tal era atitude da maioria deles no tempo da ditadura… evitavam entrar em conflito com o Estado (de exceção) alegando que tal atitude seria mundana ou contrariava Romanos 13:1-7

De certa forma o conservadorismo estreito e fundamentalista é "ecumênico": católicos romanos e a maioria evangélica concordam sempre em posturas conservadoras e reacionárias!

Interessante perceber que a maioria fundamentalista,  estéricamente se posiciona contra o aborto e a homossexualidade, não move uma palha quando se trata de condenar a usura!!! A usura, condenada centenas de vezes na Escritura Sagrada, não merece nenhuma palavra profética da parte deles! Sobre a usura diz a Escritura:

“A teu irmão não emprestarás com juros, nem dinheiro, nem comida, nem qualquer coisa que se empreste com juros.” Deuteronômio 23:19

“O que aumenta os seus bens com usura e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre.”  Provérbios 28:8

“… emprestar com usura e receber juros, porventura, viverá? Não viverá. Todas estas abominações ele fez e será morto; o seu sangue será sobre ele.”  Ezequiel 18:13

“Não lhe darás teu dinheiro com juros, nem lhe darás o teu mantimento por causa de lucro.” Levítico 25:37

“Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor que impõe juros.” Êxodo 22:25

“Não tomarás dele juros, nem ganho; mas do teu Deus terás temor, para que teu irmão viva contigo.” Levítico 25:36

Todavia, o que hoje se vê são as Igrejas ditas evangélicas praticando a usura abertamente!

Certa vez, estando eu ministrando uma palestra, um jovem pastor me interpelou violentamente dizendo que jamais daria a Ceia a um homossexual, citando as conhecidas passagens bíblicas usadas para condenar a homossexualidade. Eu perguntei a ele se daria a Ceia a um banqueiro, e diante da resposta afirmativa,  citei muitos versículos contra a usura… o plenário me aplaudiu e o jovem pastor se retirou dizendo que eu manipulava as Escrituras!!!

É uma pena que, por causa de gente reacionária, o segundo turno da eleição presidencial acontecerá sem debates realmente profundos sobre propostas para o futuro do Brasil. A eleição se polariza e as candidaturas buscam agradar o eleitorado fundamentalista… uma pena!

Antes que me perguntem, abro meu voto: no primeiro turno, marinei; no segundo, sou Dilma!

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14 de nov. de 2009

É bom lembrar...




Vale a pena ler os comentários que estão no YouTube sobre este vídeo! Muito interessante! Nota-se sempre o mesmo discurso de defensiva (ignorância sobre a História da Igreja, entre outras coisas).
No mínimo é divertido!
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16 de out. de 2009

Reflexão sobre Diaconia

Este é o esquema da Reflexão Bíblico-Teológica que apresentei na Oficina Regional do Serviço Anglicano de Desenvolvimento (2008)  e também no Concílio da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro (2009).

1. Etimologia
Dia (gr) = Divisão / Diakonia (gr) = partilha / Diácono = aquele que serve a partilha.

2. O que é Diaconia na Igreja
2.1 – é serviço à comunidade: serviço ao povo de Deus. Toda ação diaconal da Comunidade tem de atender aos fiéis, de acordo com as suas necessidades (partilha). => Expressão e construção da Koinonia.
2.2 – é serviço ao mundo: como sinal e símbolo (testemunho – martiria) da ação gratuita e graciosa do amor de Deus. => Ação Social.
2.3 – é serviço aos pobres e necessitados: como testemunho da graça libertadora de Deus em Cristo Jesus. => Serviço Social

Ação Diaconal é uma atitude fruto da piedade e da espiritualidade.
Inspira a Ação Social e não se limita ao Serviço Social

Veja algumas Referências Bíblicas (há muitas): Mateus. 14.13-21; Marcos. 6.30-44; Marcos 14.7; Lucas 4.18; Lucas. 9.10-17; João 6.1-15; João 12. 8; Atos 6. 1-7;
 
3. Igreja e Diaconia

      IGREJA = Koinonia, Diakonia, Martiria (Comunhão, Partilha, Testemunho)   >>> expressa-se na Liturgia
      IGREJA = Comunhão de serviço e testemunho – sinal da Presença de Deus no mundo.

Assim, a Diaconia :
    a) é inerente ao SER da Igreja
    b) é componente da MISSÃO da Igreja
    c) é Evangelização (mas não é evangelismo)
    d) está implícita na Liturgia >> ofertas e despedida


PONTOS PARA REFLEXÃO:

1. A Ação Diaconal de uma comunidade deve ser iniciativa fruto da espiritualidade e não uma maneira de “fazer a igreja aparecer”; mas a Graça de Deus em resposta à iniciativa da comunidade em servir em nome de Jesus dará o incremento.

2. A Ação Diaconal de uma comunidade não deve ser restrita ao serviço social. Clubes de Serviço (Rotary, Lions), Organizações Não Governamentais e o próprio Estado fazem isso melhor e de forma mais eficaz. A Ação Diaconal deve ser um testemunho do amor de Deus para com as pessoas.

3. A Ação Diaconal de uma comunidade não deve ser pensada como um “projeto para receber verbas”; mas quando se trata de um projeto sério, bem gerido e planejado, as parcerias de apoio e cooperação surgirão no devido tempo, pela ação do Espírito Santo de Deus.

4. A primeira Ação Diaconal deve ser em atendimento à própria comunidade dos fiéis:
    a) Quais famílias da comunidade passam necessidades? Que necessidades? Como podemos ajudar?
      b) Há desempregados na comunidade? Como podemos ajudar?
    c) Há uma situação de emergência que atingiu alguém ou algumas famílias da comunidade? Como podermos ajudar?
      d) Há doentes na comunidade? Como podemos ajudar além da oração e da visitação?

5. A Ação Diaconal de uma comunidade deve se expressar também pela postura cidadã de seus membros (Ação Social) = inserção no mundo, serviço ao mundo, testemunho.

6. Um projeto de Ação Diaconal deve:
    a) identificar as necessidades do local onde a Igreja está (qual a realidade ?);
    b) ser uma resposta às necessidades de forma a promover o desenvolvimento pleno da população alvo (o que precisa ser feito?)
    c) reconhecer as capacidades e incapacidades da comunidade (o que temos condições de fazer? e o que não temos condições de fazer?);
    d) ser um serviço de acordo com as capacidades da comunidade (o que vamos fazer?)
    e) definir as ações, e os critérios de parceria e as contrapartidas (como vamos fazer?).

7. Duas perguntas sutis: mantemos a infra-estrutura da comunidade com as coletas dos cultos ou com as contribuições regulares e outras rendas? Não seriam as ofertas, depositadas na salva, uma dádiva que - colocada sobre o Altar - deveria ser utilizada para o SERVIÇO  em nome do Senhor e não para a manutenção da infra-estrutura? Afinal, o Senhor precisa de alguma infra-estrutura? ou somos nós quem precisamos dela.?

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10 de out. de 2009

Símbolos Religiosos em repartições e locais públicos

O assunto tem levantado polêmica, mas quero dizer logo de cara, que sou plenamente favorável à proposta do Ministério Público de São Paulo em retirar os símbolos religiosos nos escritórios, auditórios, salas, de organizações do Estado.

O Estado Brasileiro é laico por definição constitucional, significando é um Estado não-confessional; a nossa Constituição garante liberdade de culto em nosso país. Por isso, a permanência de símbolos religiosos de uma só religião, ou melhor, de um subgrupo de uma só religião, é uma contradição!

Sim, porque os símbolos que hoje aparecem são cristãos, ou melhor dizendo, católico-romanos. Não me refiro apenas à imagem de Cristo Crucificado, que é caro a vários segmentos cristãos (por exemplo, algumas comunidades anglicanas e luteranas usam o crucifixo em seus altares). O uso de uma cruz vazia teria o mesmo significado: a afirmação de que aquele "órgão público" é cristão.

Quero incorporar aqui a declaração de Frei Demetrius dos Santos Silva, publicada no jornal Folha de São Paulo em 09 de agosto passado, porque concordo em tudo com o que ele disse:
“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas. Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz deve ser retirada!
Nunca gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são vendidas e compradas...
Não quero ver a Cruz nas Câmaras Legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte...
Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados...
Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e hospitais,onde pessoas (pobres) morrem sem atendimento...
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa da desgraça dos pequenos e pobres.”
O pior é a alegação de que estes símbolos religiosos evocam a "natureza pacífica" e os "valores morais" do povo brasileiro. O Congresso Brasileiro falar em "valores morais"??? é muita cara de pau! especialmente quando a posição é assumida por "bancadas", que são exatamente isso: bancas de venda de votos!

Quero ir mais além nessa questão. Acho muito estranho existirem pelo Brasil ruas e praças com nomes de santos católicos, ou datas católicas, assim como monumentos à Bíblia (que devem ser conservados com dinheiro público). 

Os que se auto denominam "evangélicos" de Salvador, por exemplo, manifestam publicamente sua contrariedade à existência de figuras de Orixás no Abaeté (claro que há exceções; há evangélicos e "evangélicos"), mas ficam orgulhosos da Praça da Bíblia, com monumento e tudo, cuja manutenção recai sobre os cofres municipais. E há praças e monumentos à Bíblia em grande parte dos municípios brasileiros. Aqui em Vitória, a imagem de Iemanjá no Pier, ao início da Praia do Camburí, "incomoda" a quase maioria evangélica da população. Mas é claro que aqui também há uma praça e um monumento à Bíblia.

  Não conheço nenhuma praça ou rua, neste Brasil imenso, com o nome de Muhamad - o Profeta, ou de Saladino - herói mulçumano que liquidou com o Reino dos Francos em Jerusalém; nenhuma praça dedicada ao Corão ou à Torá. Porque não temos Avenida Baha'i? Ou Largo de Krishna? ou Parque Siddharta Gautama? Pode ser até que exista aqui ou acolá, mas eu não conheço; e se existir é uma exceção à regra e deve provocar protestos imensos dos "evangélicos".

Alegar que o povo brasileiro é majoritariamente cristão é um contra-senso; mais contra-senso é afirmar que nosso povo é majoritariamente católico-romano (pode ser nominal, mas confessional não!). Se a questão é "maioria", então em Salvador - por exemplo - os órgãos públicos, ao menos os municipais, deveriam adotar figuras dos Orixás, não só no Abaeté...

Acho que é hora de acabar com isso. O Brasil todo imitou o Governo do Estado de São Paulo na idiotice de proibir o fumo em lugares públicos (em ambientes fechados, tudo bem). Se a proposta do Ministério Público de São Paulo for adiante e retirarem os símbolos religiosos das repartições públicas, tomara que o Brasil todo imite essa iniciativa paulista também.

Resta ainda discutir a questão dos feriados religiosos... isso será assunto em futuro artigo.
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14 de set. de 2009

Onze de Setembro!

Uma data para não ser esquecida! Um crime contra a liberdade e a democracia!

Não, não estou falando de Nova York! Estou falando de Santiago do Chile! O 11 de Setembro de Nova York não nos deixarão esquecer! a mídia se encarrega disso a cada ano, justificando o injustificável: a agressão ao povo iraquiano!

Mas do 11 de Setembro de Santiago do Chile, ninguém fala mais... afinal, e com razão, não precisamos ser lembrados que a CIA faz o que quer na América Latina, Latrina da América!

Para você recordar comigo, veja o vídeo no link abaixo (pode clicar, não é sacanagem!):
Pouco mais de três mil pessoas morreram dia 11 de Setembro em Nova York! Muitas mais morreram no Iraque, têm morrido na Palestina. Em outro 11 de Setembro, um pais inteiro foi morto em sua liberdade, em sua decisão democrática, e nos dias seguintes, brasileiros, bolivianos, argentinos, peruanos, e muitos outros que estavam no Chile ajudando a construir a opção democrática pelo socialismo, morreram assassinados a sangue frio num estádio de futebol, e nos porões dos quartéis...
Perdi vários amigos em Santiago, jovens brasileiros que, como eu à época, acreditavam em um outro mundo, em uma outra concepção de justiça. Muitos eram cristãos, e estavam engajados em cumprir a missão da vivência concreta do Evangelho, ajudando a construir uma nova sociedade no Chile, então um oásis de democracia em todo um continente subjugado pelos coturnos militares a serviço do capital internacional.
Quando você pensar nos mortos pelo terrorismo internacional lembre-se também dos chilenos, e de milhares de inocentes na América Latina, no Iraque, no Vietnan, (onde não os há?) assassinados pelo terrorismo internacional dos Estados Unidos da América e de outras potencias, alegando agir em defesa da "democracia, dos valores cristãos, da liberdade", desde que seja do interesse das elites econômicas do mundo todo.
Os sonhos já não mais existem; a vida me mostrou que não tem sentido nem há possibilidade de mudar essa realidade no pouco tempo de vida que aida tenho. Resta a esperança escatológica de que um dia haverá novo céu e nova terra. Escatológica porque eu não verei isso, e provavelmente você também, meu caro leitor!
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21 de mai. de 2009

Responsabilidade cidadã

Está correndo pela Internet uma campanha interessante, mas que exige de todos nós uma reflexão séria:

A desmoralização do Congresso Nacional é enorme! A mídia, por sua vez, colabora com isso, à medida em que dá destaque às mazelas...

20 de mai. de 2009

A Gripe

Tenho refletido sobre a tal "gripe suína", cujo nome foi mudado para H1V1. Há algumas coisas estranhas sobre essa gripe, e embora eu não seja um especialista em Biologia, Genética ou Nano-biologia, quero partilhar algumas preocupações e indagações que ficam perambulando pela minha mente: