Pequenas luzes... simplicidade... Pirilampos iluminavam a noite piscando; eram pontinhos brilhantes de vida na escuridão em noite de Lua Nova, como as estrelas! Pintassilgos são passarinhos comuns (ainda existem), de muitos tipos, e representam as coisas mais simples... selvagens, são livres!
6 de fev. de 2019
A Falácia do Ecumenismo Institucional
30 de jan. de 2015
Fulano de Tal
Fulano de Tal nasceu em algum lugar em certo dia de certo mês de determinado ano. Filho de seu pai e de sua mãe, nasceu em um lar de classe média baixa. Foi um neném comum, como todos encheu o saco de seus pais com manhas, cólicas, fazia cocô em horas impróprias…
Na infância frequentou um colégio estadual, sentava na turma do fundão da classe, reprovou no 4º ano, mas como não podia reprovar, passou de ano… Aprendeu muitos palavrões e sua mãe colocava pimenta em sua boca, denunciou a mãe ao Conselho Tutelar, que deu uma espinafrada na mãe. Xingou a mulher do Conselho Tutelar, levou uma bordoada… não tinha pra quem reclamar. Teve sarampo, catapora, rubéola, caxumba e bronquite. Foi vacinado contra um monte de coisa, e sempre berrava muito na hora da vacina.
Chegou na puberdade, estranhou seu corpo mudando, perguntou para seu pai, o qual disse que é assim mesmo. Um amiguinho ensinou a manipular certas partes, gostou muito. Caiu da bicicleta, quebrou o braço. Descobriu que existem meninas, as quais são chatas.
Na adolescência começou a fumar escondido. Chegava tarde em casa nas noites de sábado, levava esporro do pai, mas não dava a mínima porque não podia ser castigado. Continuou no mesmo colégio. Descobriu que as meninas não são tão chatas, afinal. Aprimorou as técnicas de manipulação de certas partes, agora pensando em meninas.
Acabou o Curso Médio, fez o ENEM, foi mal em redação, em matemática, em história, em geografia, em tudo. Acabou em faculdade particular no curso de Direito, trancou matrícula porque era chato e o pai achava caro, foi estudar computação em um desses cursos avulsos, quebrou o computador do pai, levou esporro, mas não deu a mínima. Voltou para a faculdade, acabou o curso, conseguiu uma dessas bolsas do governo, não passou no exame da OAB, arrumou emprego numa loja, foi demitido porque chegava atrasado sempre e faltava. Continuou vivendo de mesada do pai. Nunca devolveu o dinheiro da bolsa do governo. Ficou com CPF sujo, mas e daí?
O pai e a mãe se separaram, teve de ficar morando com a mãe, porque o pai se mandou com uma garota e foi morar em outra cidade. Não tinha mais mesada, mas recebia pensão do pai. Arrumou um emprego, mas ainda dependia da mãe. A mãe se ajeitou com um antigo amigo do pai.
Conheceu a Rosinha, menina vivida pacas, fez um filho nela, acabou casando e foi morar na meia-água no fundo da casa dos pais dela. Brigava com a sogra, levou porrada do sogro, arrumou emprego em uma oficina mecânica e acabou se mudando para um bairro na periferia, abandonando a Rosinha, o sogro, a sogra e o filho. Rosinha arrumou um outro cara.
Parou de fumar por causa da bronquite, mas continuou bebendo, “socialmente”, dizia.
Virou sócio da oficina. Acabou ganhando um bom dinheiro, comprou uma casa em conjunto habitacional e trouxe a Juliana para morar com ele, ela e seus três filhos de pais desconhecidos. Adotou os moleques.
Um dia, bebeu mais que podia, e ao voltar para a casa, foi vítima de uma bala perdida, que depois a polícia descobriu que não era tão perdida, mas tinha a ver com uma briga de uns dois anos antes, e um lance de certos pacotinhos dos quais ele não prestou contas. Foi levado às pressas para o hospital.
Morreu antes de chegar lá. Juliana foi buscar o corpo no IML, e fez o enterro.
Fulano morreu assim, em certo dia de certo mês de certo ano, pelas três da madrugada. Foi pro céu? Não sei, era ateu.
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29 de dez. de 2014
O Logos (o Verbo) e a Festa de Mamona
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. […] O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (Ev. de João 1.1-5, 10-14 – Almeida, R.A.)
“Verbo”: do Latim, Verbum (= palavra); do Grego, Logos (λόγος), palavra. No grego, significa a palavra escrita ou falada; mas os filósofos gregos, com o tempo, estenderam o significado tendo o Logos como a razão ou o princípio de beleza e de ordem cósmica: a própria essência do universo.
No Evangelho de João, os manuscritos mais antigos, em grego, dizem “No princípio era o Logos, e o Logos estava com Deus, e o Logos era Deus” (1.1), (em grego εν αρχη ην ο λογος και ο λογος ην προς τον θεον και θεος ην ο λογος).
Por isso, algumas edições contemporâneas da Bíblia adotam tradução mais literal e trazem “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus…”
O início do texto, “No princípio…”, recorda o primeiro capítulo do Gênesis, no Antigo Testamento: “No princípio, criou Deus os céus e a terra. […] Disse Deus: Haja luz; e houve luz. […]”. Deus fala (pronuncia a palavra! = Logos) e tudo se cria. Ou seja, o início do Evangelho de João nos remete à narrativa da Criação, onde é a Palavra de Deus que cria o universo!
[Astrofísica à parte, não estou tratando disso! estou falando de um texto! os idiotas logo vem perguntar se eu “acredito” no que diz Gênesis, e eu respondo “eu creio” (o que é diferente de “eu acredito”), mesmo quando eu atuava como físico lidando com galáxias distantes muitos milhares de anos-luz da Terra; e explico que o “Big Bang” ou qualquer outra teoria plausível não é, para mim, a Palavra dita por Deus! os idiotas, que buscam coerência racional em tudo e não têm sensibilidade sequer para poesia, não entendem e fica por isso mesmo!]
João identifica essa Palavra Criadora com o Cristo de Deus, o Logos Encarnado: “E o Verbo (Logos) se fez carne e habitou entre nós, … ”!
Problemas exegéticos e hermenêuticos à parte – deixemos isso para os “nerds” da Teologia, quero focar o texto de João 1.1-14 na perspectiva da minha fé e, a partir dai, olhar a realidade ao meu redor. Neste terrível tempo natalino, ler João é uma excelente vacina contra a hipocrisia generalizada que nos assalta a cada instante.
No sermão de Natal em minha paróquia (São Paulo Apóstolo, Santa Teresa, Rio de Janeiro) eu disse que “… dezembro é o mês mais estressante e hipócrita do nosso calendário…”. É, de fato, um mês terrível: tudo fica muito complicado, a vida urbana se torna uma sucessão de aporrinhações e as pessoas se estressam por causa das “festas”, com a obrigação imbecil de “dar presentes” (e com a terrível esperança de “ganhar presentes”). O consumismo de inutilidades sobe exponencialmente, e a hipocrisia alimentada pela mídia inspiradora do consumo, caminha com toda a liberdade entre nós.
Aquela rede de TV de índole diabólica, coloca no ar aquela música totalmente insonsa de conteúdo raso, “Hoje é o novo dia de um novo tempo que começou…” , para em seguida anunciar o mesmo de sempre… e os jornais e toda a imprensa estão ai para dizer que não há novo dia algum, novo tempo algum, e que “tudo está como antes no quartel de Abrantes!”
A massa populacional se estressa nas “compras” e hipocritamente todas as pessoas se tornam boazinhas, de coração aberto, desejando “feliz Natal e feliz ano novo” até àquelas pessoas que passaram o ano odiando e tratando mal (e vão continuar fazendo isso no tal “novo ano”!). O décimo terceiro salário vai embora pelo ralo da futilidade, e a dívida do crediário, do cartão de crédito, se torna presente no decorrer do novo ano… que não será feliz… porque será sempre igual… e o comércio reclama que as vendas caíram em relação ao ano passado, e a culpa é da Dilma por causa da Petrobrás…
Assim, o Natal, que se originou de uma festa pagã celebrando o Sol Vitorioso – marcando o Solstício de Inverno do hemisfério Norte, incorporada pela Igreja desde sua antiguidade justamente porque entende Jesus Cristo como Sol da Justiça e Luz do Mundo – continua sendo uma grande festa pagã!
Eu acho profundamente cômicos os tais votos natalinos e de ano-novo, especialmente um que é muito usado: “Muita paz, alegria, prosperidade, saúde… saúde é que é importante, não é verdade? porque tendo saúde o resto a gente luta pra conseguir…” (apesar do SUS!) – como a gente sabe que paz, alegria, prosperidade é alguma coisa que pouca gente consegue, por mais que lute, então se insiste na saúde como prêmio de consolação…(afinal, o sistema não pode permitir que todo mundo se dê bem, porque o sistema é para que alguns se deem muito bem à custa do resto).
Para disfarçar o caráter mundano do tempo natalino, praças, lojas, bancos e até a cadeia pública, exibem presépios onde um bebê loiro de olhos azuis, com jeito de idiota, cercado por uma mulher com cara de inocente e um velho abismado, todos devidamente caucasianos, tendo em volta um burro, uma vaca, algumas ovelhas e alguns pastores palestinos brancos (uns até de olho azul)… O Presépio, ideia do Pobre de Assis para reviver simbolicamente o Nascimento do Cristo com os seus pobrezinhos e leprosos, o Presépio exibido nos templos de Mamona, de Baal, onde o sangue é exaurido através do consumo histérico! Isso sem contar a figura do São Nicolau, travestido de velhinho bondoso com roupa inspirada na Coca-Cola, patrono das compras absurdas…
Nas redes sociais, pessoas demonstrando um elevado nível de consciência, querem lembrar a todos do “Aniversariante”… mas acabam na mesmice dos votos vazios e das palavras enjoativas de tão doces…
Quase ninguém se recorda, na verdade, que o Logos veio habitar entre nós, que há uma Luz brilhando nas trevas (e não é a estrela do topo da árvore de natal)… como disse João, já naquele tempo, como no tempo de agora, “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”.
O Logos, o Cristo, o Senhor do Universo, ali, na fragilidade de absoluta dependência de uma criança recém nascida… cheio de graça e de verdade! Ele se rebaixa ao totalmente humano, para que o humano não se separe mais do absolutamente Divino (cf. Filipenses 2.5-11)! Deus conosco sempre (Emanuel)!
Por isso, eu dou mais importância à Festa da Anunciação, quando de fato se celebra o Logos se tornando carne em Maria. Pelo menos, ninguém vai me cobrar um presente nesse dia, nem vai ter de se aporrinhar para me dar um presente… Nem temos de hipocritamente desejar felicidade a todo mundo… Quero apenas celebrar o que tento ser: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”
Nos versos do Flávio Irala, ost , agora Bispo na Igreja de Deus (que Deus seja misericordioso e o inspire!), a única razão para celebrar o Natal é que:
“O cativeiro ficará apenas na memória / Dos homens de boa vontade, numa nova história, / Pois um dia uma estrela caiu num curral:/ É Natal! É Natal!”(Nova Canção de Natal, Flávio Irala)O resto… é mera idolatria, ideologia… e, claro, hipocrisia!
“Feliz Ano Novo”, se é que isso faz algum sentido para você!
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29 de mar. de 2014
Civilização da Idiotice
Nos anos 90 os Computadores Pessoais (PC’s, já que a gente adora anglicismos) duravam alguns anos; hoje a cada ano, no máximo, se tornam obsoletos, estão cada vez mais reduzidos e com maior capacidade (simplesmente para facilitar a interface humana, não para processar os dados). Caíram na gandaia do mercado… e lá vai a massa idiota consumir…
21 de dez. de 2012
O Fim do Mundo (2)
Estava tudo bem planejado, o cronograma definido para o mega evento.
O Calendário Maia estava bem aferido, testado que foi pela NASA que comparou os átomos de carbono e os isótopos 14, e dava uma margem de erro de 0,004 nano segundos. Em vários países do Hemisfério Norte cidadãos abastados construíram abrigos subterrâneos enganados pela falsa propaganda que garantia a sobrevivência em caso do mundo acabar (o que é uma asneira, pois acabando o mundo acabam também os abrigos subterrâneos, mas como novos ricos geralmente são idiotas e compram qualquer merda, um monte deles comprou abrigos subterrâneos). Apóstolos, super-evangelistas, mega-pastores, e outros picaretas do tipo, encheram o bucho de dinheiro fácil vendendo passes de salvação para os incautos de sempre.
Após uma ferrenha concorrência, a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida para sediar o Grande Impacto que daria início ao fim-do-mundo. A Prefeitura do Rio, com apoio do Governo do Estado e do Governo Federal (afinal alianças políticas servem para essas coisas) construiu três fim-do-mundródomos, porque várias pendengas judicias impetradas por diferentes grupos de interesse, determinavam que o evento deveria acontecer em locais diferentes.
Setores ligados à FIFA e à CNBB (um acordão envolvendo a bancada evangélica em off) impetraram mandato de segurança para que o evento acontecesse no novíssimo Maracanã (cujo projeto final foi aprovado pela Sagrada Comissão Ecumênica da Volta de Jesus); todavia, outros mandatos de segurança e liminares determinavam que seria em frente ao Copacabana Palace onde ficariam hospedadas as autoridades mundiais que celebrariam o acordo internacional do fim-do-mundo, perdoando as dívidas externas de todos os países, inclusive a dos EUA, uma vez que sendo o fim-do-mundo ninguém ia pagar mesmo e se pagassem, os que recebessem não teriam onde gastar; esse era o Projeto Original da Prefeitura que contaria com o patrocínio exclusivo da Petrobrás, do Eike Batista e do Bradesco (o Banco oficial do Fim-do-Mudo).
Um terceiro grupo, liderado pelo lobby das Escolas de Samba exigia que o evento acontecesse na Praça da Apoteose após o desfile da União Geral de Grêmios Recreativos e Escolas de Samba do Rio de Janeiro (um mega desfile juntando todas as escolas de todos os grupos); esse grupo tinha o apoio de vários ministros do STF, que alegando o excesso de trabalho devido ao Mensalão, não pode julgar tudo que estava rolando sobre o fim-do-mundo; assim até dia 15 de dezembro, não estava judicialmente decidido o local do impacto.
Para não perder a oportunidade política, a Presidenta da República consultou o Ministério da Ciência e Tecnologia sobre a possibilidade de se conseguir mais dois asteroides, de forma que o evento aconteceria nos três locais simultaneamente, e seria assim um evento popular onde todos poderiam participar; a Presidenta assinou Medida Provisória definindo recursos para que o INPE providenciasse dois asteroides em caráter de urgência urgentíssima em benefício do interesse público. Todavia, graças a rápida manobra política, a Oposição conseguiu bloquear a MP no Congresso alegando que os recursos extraordinários fariam falta aos setores de saúde e educação do país; para garantir, os Partidos de Oposição, com a cobertura da mídia empresarial, impetraram mandato de segurança no STF, apesar das explicações do Ministro Presidente do Egrégio Tribunal informar que o Mandato só poderia ser apreciado pela Casa duas semanas ou três após o fim-do-mundo.
Fora do Brasil, na ONU, com a Assembleia Geral reunida, povos de outras culturas e religiões contestavam, através de seus diplomatas, a realização do fim-do-mundo em um país cristão, uma vez que ninguém além dos cristãos esperam a volta de Jesus, e que isso não poderia ser imposto; assim, o mundo não poderia acabar com a volta de Jesus pois seria uma afronta aos povos de outros credos. O representante dos EUA informou que seu país não vai tolerar ingerências terroristas no fim-do-mundo e já colocou todo seu aparato militar em prontidão de alerta laranja, pronto para invadir qualquer país que se oponha ao fim-do-mundo na forma que foi definida, a fim de garantir a liberdade e a democracia mundial mesmo no fim-do-mundo.
Grupos ativistas de todas as cores, do mundo inteiro, especialmente ambientalistas e promotores dos direitos humanos, decidiram realizar um fim-do-mundo alternativo, que aconteceria no Aterro do Flamengo, com o slogan “Um outro fim-do-mundo é possível!”, determinando que o mundo terminaria não por um impacto de asteroide, que danificaria o meio ambiente, mas de forma bem natural, convocando a humanidade inteira e todos os animais a darem um tremendo peido coletivo à hora marcada, alterando rapidamente a atmosfera para o mundo acabar pela falta momentânea de oxigênio, o qual seria rapidamente reposto pelos vegetais em menos de dois séculos através da fotossíntese. O Peido do Novo Mundo foi estampado em camisetas, bandeiras, cartazes… e foram distribuídos à toda humanidade feijões pretos, repolhos e bata-doce, a fim de garantir o evento.
Apesar desses contratempos todos, o Governo Brasileiro garantiu o fim-do-mundo oficial no dia e hora marcada.
De fato, à hora prevista, no dia 21 de dezembro, três enormes asteroides entram na atmosfera da terra, mas se desintegram em poucos segundos, dando como resultado um miserável chuvisco de meteoros, que mal foi visto devido à intensa luz do sol. As autoridades no Copacabana Palace mantiveram o sorriso cínico como se nada realmente tivesse acontecido (e realmente, nada aconteceu).
No Maracanã, para disfarçar, organizou-se um joguinho amistoso entre Corinthians e Flamengo com as bênçãos do Papa (que daria a Bênção Final Urbi et Orbi no centro do gramado); enquanto isso, na Praça da Apoteose, terminado o desfile, e nada tendo acontecido, uma briga entre as baterias animou o pessoal sendo que até o momento em que escrevo essas linhas, o pau continua comendo solto por lá.
No Aterro do Flamengo, todavia, o Fim-do-Mundo alternativo também não deu certo: não conseguiram sincronizar o horário do Grande Peido Mundial, de forma que uns peidaram muito cedo, outros mais tarde mas isso não foi suficiente, e ainda tem gente peidando pelo mundo todo…
A Globo, pouco depois do fracasso dos asteroides, colocou no ar o Boal, com as chamadas para o Big Brother Brasil e o Jornal Hoje informou que a CIA suspeita que terroristas albaneses conseguiram danificar o asteroide oficial quando ainda estava por trás da Lua, por isso ele falhou, mas não emitiu nenhum parecer sobre a falha dos dois asteroides brasileiros extras. Seja como for, uma frota norte-americana estacionou no litoral da Albânia, e logo em seguida o Iran anunciou seu apoio ao valente povo albanês.
No elevador do Copacabana Palace, a Primeira Ministra Alemã comenta com o Rei da Suécia: “Eu bem avisei àquela senhora Dilma que encomendar asteroides chineses não era a coisa mais adequada, mas eles ganharam a concorrência e deu no que deu!”.
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26 de out. de 2012
Propostas em favor de “minorias oprimidas”…
a) quando falo em ditadura da mediocridade, não é pejorativo. Medíocre significa median@, médi@, ou seja dentro do padrão da maioria. O/A politicamente corret@, exatamente por considerar-se corret@ (os/as diferentes são, então, incorret@s) é uma ditadura, ou seja, um totalitarismo.
b) bunda: no Brasil não é palavrão (baixo calão), mas em Portugal sim. Portugueses/as politicamente correct@s, por favor, lembrem-se que falo brasileiro.c) mãe-solteira refere-se à mulher que tenha filhos e não é casada nem vive com um companheiro (assumindo ou não a paternidade); vale inclusive para aquelas adeptas da produção independente. Afinal, são solteiras. Isso não é pejorativo. Mas talvez fosse melhor, ao invés de mãe-solteira, referir-se às tais como “mulher emancipada que tenha prole”. Não sei dizer se, no caso, prole seria politicamente correto. Talvez fosse melhor dizer “mulher emancipada que reproduziu parte de seu material genético com masculino oculto”.d) se você é politicamente corret@ e ficou irritad@ com este artigo, então atingi meu objetivo.

