Pequenas luzes... simplicidade... Pirilampos iluminavam a noite piscando; eram pontinhos brilhantes de vida na escuridão em noite de Lua Nova, como as estrelas! Pintassilgos são passarinhos comuns (ainda existem), de muitos tipos, e representam as coisas mais simples... selvagens, são livres!
8 de ago. de 2017
Recusando as datas de mercado
21 de nov. de 2015
Pós-modernidade e Fé Cristã (I)
Não é fácil ser cristão nestes tempos pós-modernos.
Hoje as pessoas consomem “produtos personalizados”, de forma hedonista e visando essencialmente sua autoimagem – narcisismo exacerbado! Iludidas com a ideia de uma pretensa “liberdade de escolha”, não percebem que a tecnociência, através dos meios mediáticos, programam todo o comportamento social em seus mínimos detalhes: desde o que é “certo” vestir e usar, até o “pensar”.
Não existem paradigmas, ou escala de valores. O indivíduo se torna fim em si mesmo, perde sua percepção social e seu horizonte histórico. Perde sua identidade à medida que necessita fazer um “self” a cada instante para dizer a si mesmo e aos outros quem é.
O sujeito hoje tem sua identidade fragmentada (esquizofrênica?); ele bebe a cerveja “X” (um “self” na rede social informa isso); come “sushi” no restaurante “Y” (outro “self”), faz compras na superloja “Z” (outro “self”), vai à praia “H” (outro “self”), quintas-feiras está na balada “R” (outro “self”), e seu filho fez cocô no colo da vovó pela primeira vez (um “self” com a criança e a fralda suja ao lado, no colo da avó constrangida)… e assim vai! O sujeito sente então que existe, que é alguém e que está por dentro de tudo; ele mede isso pela quantidade de curtidas que suas postagens recebem na rede social. É um sujeito inserido e atual. Vive feliz até a próxima crise de vazio (em cinco minutos) por falta de consumir alguma coisa e dizer para todo mundo que consumiu.
Não é a toa que a Organização Mundial de Saúde prevê a Depressão como a maior epidemia global dentro de uma ou duas décadas, para a alegria dos laboratórios multinacionais que manipulam as drogas antidepressivas. Ou então, não duvido de nada, é bem possível que a mídia venha, com o tempo, apresentar as vantagens da depressão, insuflando assim o consumo de “turismos antidepressivos” e então milhares de selfs serão postados mostrando sujeitos curtindo sua depressão fazendo turismo em algum shopping no Oriente, comprando tudo que lhes é desnecessário, mas paliativos para a depressão epidêmica.
“Melhor comprar que viciar em remédio”, vai dizer dona Maria de Tal, microempresária (faz coxinha de frango para festas), 35 anos, mãe de dois filhos (um adotado), à entrevistadora da Globo, contando que comprou seu turismo antidepressivo em 25 pagamentos sem juros no cartão – que aliás está em atraso, e por isso ela está deprimida. Com certeza, o PT vai criar o programa Bolsa Depressão, afinal fluoxetina, bupropiona e escitalopram é direito de todo cidadão brasileiro. Claro que a direita vai protestar, afirmando que depressão não é coisa de pobre, e que, portanto, tem alguma jogada eleitoreira no lance… Porque os pobres não têm depressão, têm tristeza e frustração porque não podem comprar, e é bom que a polícia fique atenta porque vão querer assaltar…
Seja como for, fato é que hoje vive-se de simulacros; abstrai-se a realidade que é transfigurada pela mídia, vive-se da fantasia e da vontade manipulada disfarçada de liberdade. Não há mais inteligência nem imaginação. Não se distingue verdadeiro do falso, vive-se do “achismo” onde todo mundo se sente do direito de proferir as verdades que “acha” serem verdadeiras e enchem de merda as redes sociais.
O volume de informação é enorme e, na verdade, vazio, pois a informação é tratada como mercadoria, que se consome. Janta-se e assiste-se , com muita naturalidade terroristas cortando cabeças na TV, e depois decide-se mandar umas garrafas de água para Minas Gerais, coitados, por causa do “acidente” das barragens de lama (mas tem de ter um lugar perto para recolher as ofertas, se não vai dar muito trabalho).
De fato, não é fácil ser cristão hoje em dia. Aliás, algum dia foi? Fica fácil quando se vive o simulacro da fé expresso através do consumismo religioso – a fé como mercadoria, a graça deixando de ser graça para ser comprada e consumida!
Deus tenha piedade de nós!
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3 de dez. de 2012
Quando não havia o videoteipe, nem o Jô.
No final dos anos 50 e início dos 60 do século passado, a TV brasileira engatinhava. Não havia videoteipe, tudo era feito “ao vivo e em preto&branco” e a improvisação era a grande arte! Não havia a baixaria dos programas religiosos, claro.
Lembro que as propagandas eram feitas em estúdio, com uma moça, chamada garota propaganda, apresentando os produtos. Essas moças pagavam muito mico: ela mostrava o novíssimo liquidificador Arno e picava banana, maçã, colocava leite, mostrava como era “fácil fazer uma deliciosa vitamina de frutas”; então girava o botão para ligar o incrível equipamento e nada acontecia! Ela dava um sorriso, girava o botão de novo. Sempre sorrindo, ela tenta novamente, nada! então aparece um sujeito por trás da cena e liga alguma coisa na tomada, era o liquidificador que não estava “plugado”. E então o aparelho começava a funcionar e a tampa saia fora e a pobre “garota propaganda” tomava um banho de vitamina! A imagem saia do ar, entrava o indiozinho da Tupi. Eu me dobrava de rir! Outra vez, a moça estava mostrando um incrível sofá-cama, grande novidade. Ela vai mostrar como é fácil armar a cama, ergue o assento do sofá, o dito cujo escorrega para trás, derruba a parede do cenário, uma confusão danada, novamente a imagem sai do ar e aparece o indiozinho…
A garotada se amarrava nas Aventuras do Capitão 7, que passava na TV Record de São Paulo, o Canal 7 , onde também havia um programa que a gente curtia muito às 6 horas da tarde: Pullman Junior e depois a Turma dos 7. O Capitão 7 era o nosso super-herói, e fazia sucesso ao lado do Vigilante Rodoviário. Legal mesmo era o Pullman Junior: crianças se inscreviam para participar, e ficavam lá comendo bolo Pullman, tomando Guaraná Antártica e vendo desenho animado. Uma vez eu participei junto com meu irmão Ricardo. Mamãe ficou dias tentando pelo telefone a nossa inscrição (telefone naquela época era mais complicado que celular da TIM). Conseguiu, era um programa especial de carnaval e fomos fantasiados de palhaço, eu e o Ricardo (nós havíamos ganho um prémio de originalidade no baile infantil naqueles dias, e mamãe estava orgulhosa das fantasias que ela mesma havia confeccionado!).
Chegamos na TV Record, que ficava pertinho do longínquo Aeroporto de Congonhas, e era simplesmente um conjunto de barracões cheios de divisões internas (os funcionários chamavam de estúdios!). Logo na entrada, um saguão, estavam três senhoras sentadas conversando. Reconheci uma delas rapidamente, era a esposa do Palhaço Pimentinha, que era companheiro do Arrelia, no Circo do Arrelia. Essa senhora era uma espécie de faz tudo: atuava no circo, fazia às vezes de garota propaganda, fazia número em programas que tinham de apresentar pequenos auditórios, etc. Ela olhou para mim e disse: “Olha só, se ele fosse magrinho, seria igual ao Pimentinha!” e todo mundo caiu na gargalhada, eu fiquei vermelho de vergonha! Fomos para o estúdio do Pullman Junior e foi quando descobri que era apenas um canto, onde haviam algumas mesas, um monte de criança sentada nas mesas comendo bolo; a gente mal podia ver o desenho animado, porque a televisão ficava por trás. Havia uma menina que apresentava o programa naquele tempo, acho que era a Débora Duarte!!! ela veio me entrevistar e eu fiquei todo orgulhoso: eu estava falando com a Débora, a menina que perturbava meus colegas de ginásio!!! eu tinha 11 anos!
Foi ai que alguém da TV Record me achou! Havia um programa muito legal, chamado Turma dos Sete, as aventuras de sete crianças, amigos e vizinhos. Um desse personagens se chamava Bolão e era gordinho. O menino que fazia papel de Bolão estava já muito “velho” para o elenco e estavam procurando outros. O sujeito que se apresentou como Produtor da Record gostou de mim… minha mãe, claro, ficou toda cheia de si, e lá foi o Luiz Caetano fazer semanas de testes, decorar texto, até que finalmente eu fui ao ar!!! Putz! Minha mãe passou dias no telefone avisando todos os parentes, inclusive os primos de segundo, terceiro e quarto grau, as vizinhas das cunhadas das primas, etc. que o Luiz Caetano ia estrear na TV no dia tal, ia ser o Bolão da Turma dos Sete, e claro, “ele tem talento, eu sempre soube disso, está muito bem e o diretor gosta muito dele!”. Pobre mamãe! como toda senhora jovem pequeno-burguesa vivia das fantasias do mercado…
Dona Renata, mamãe, deve ter elevado muito o Ibope da Turma do Sete naquele dia, se isso já existisse. Naquele tempo não tinha FACEBOOK, nem Twitter, então não tinha como “compartilhar”, o negócio era telefonar pra todo mundo mesmo. Não tinha videoteipe. A gente entrava no ar e a coisa tinha de rolar na marra! se saísse errado, a gente tinha de improvisar… era divertido!
Durou pouco meu tempo de TV. Meu pai cismou, no que foi plenamente apoiado pelo Diretor do Colégio Nossa Senhora da Glória, o Irmão Expedito Leão (Marista), que aquele negócio de trabalhar na TV e estudar não dava certo. E com seu jeito de pai mansinho, ele convenceu minha mãe e eu simplesmente tive de deixar o programa. Acho que fiz uns três programas, estava em fase de teste ainda.
Por isso é que o Lima Duarte, o Francisco Cuoco e o Tarcísio Meira fizeram sucesso! Meu pai bloqueou minha carreira na TV!!! mas tive meus dias de glória na telinha! e nem precisei escrever livro, virar presidente de qualquer coisa, nem pagar para aparecer no Jô para isso! E ainda ganhei uma graninha, que meu pai usou para comprar minha bicicleta Caloi aro 24, com a qual eu finalmente ganhei do Marcelo (que tinha uma Monark aro 24) nas corridas de bicicleta que a criançada da vizinhança fazia na Jackson de Figueiredo, bairro da Aclimação, São Paulo.
Se naquela época tivesse o FACEBOOK eu teria compartilhado com amigos, grupos, páginas, etc. É o modesto charme da burguesia! e vamo que vamo!
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30 de nov. de 2012
Comunidade ou clientela?
Muitas vezes aparecem pessoas visitando a São Paulo Apóstolo, e travam comigo ou com alguém um diálogo assim:
“_ Esta igreja aqui é a mesma do Rev. Fulano, lá de (cidade)? a gente é de lá, frequenta lá. É que disseram que é a mesma!”
“_ Sim, é a mesma Igreja, somos parte da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil”
“_ Não sei se é essa, mas é a mesma coisa né? porque a gente gosta muito do Rev. Fulano, sabe, né, ele é muito bom, faz muita coisa boa!”
“_ Sim, eu sei…”
“_ Mas é tudo igual à igreja de lá, né?”
“_ Vocês são Episcopais Anglicanos?”
“_ É, acho que é isso, Anglicana, né? mas é a igreja do Rev. Fulano, em (cidade). A gente gosta muito dele, sabe? ele fala bonito, muito espiritual, e faz muita coisa boa pros outros…”
“_ Sei…”
“_ Aqui não tem muita gente, né? é que lá todo mundo gosta do Rev. Fulano… muita gente vai lá… ele é muito conhecido, né? Inclusive ele casou o Vice Síndico do meu prédio e batizou o filho da amiga da minha prima de segundo grau, foi assim que a gente conheceu ele.”
“_ Sei… mas vocês são bem vindos, em nome do Senhor Jesus Cristo!”
“_ Como é mesmo o seu nome? é que a gente quer telefonar lá pra Igreja do Rev. Fulano para ter certeza que é a mesma coisa; é que não é igual, sabe? lá não tem aquela coisa ali na mesona…” (ou “não tem vela”, ou “tem muito mais vela”, ou “tem a foto da avó do Rev. Fulano com ele no colo quando bebezinho, no lado do altar” – coisas desse tipo).
Já ouvi isso em outras comunidades onde trabalhei, e mesmo no meio ecumênico, gente que se refere à uma Igreja ou uma Denominação se referindo a um determinado pastor (vi isso em diferentes denominações).
Uma das coisas que sempre peço a Deus em meu ministério é que a Paróquia onde sirvo não venha a ser conhecida como a Igreja do Rev. Caetano, para que eu não peque por Soberba ou Orgulho. Eu pretendo servir ao Povo de Deus em Cristo, na comunidade episcopaliana onde esteja servindo e exercendo meu ministério, em comunhão com o Bispo Diocesano, e não a uma clientela que me idolatre! Eu tento sempre apontar ao Senhor, não a mim mesmo.
É o Espírito Santo de Deus quem deve fazer a Igreja, não a minha simpatia pessoal ou as sugestões do meu personal promoter, ou a minha enorme capacidade de bajular quem aparenta ser “pessoa de bem” (bens!).
É claro que as pessoas têm no pastor sua primeira referência, especialmente se são novos na comunidade. Mas o convívio com a comunidade acolhedora, a pregação, o ensino e – principalmente o não ter pressa para confirmar ou receber formalmente em comunhão uma pessoa a fim de mostrar crescimento estatístico – deve fazer aos poucos que as pessoas se identifiquem com a Comunidade, e com a denominação.
Que Deus me ajude! e que Deus salve a Igreja dos que se autopromovem usurpando o nome do Senhor! daqueles que, ao divulgarem a si mesmos, pensam estar divulgando a Igreja e o Evangelho, nas relações pessoais e, principalmente na mídia.
Como disse o Apóstolo São Paulo, “ […] de modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas unicamente Deus, que efetua o crescimento. (1. Cor 3.7)
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19 de jan. de 2011
A Fábula do porco-espinho
“Durante a era glacial muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos. Assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso, decidiram afastar-se uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados. Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o importante é o calor do outro. Dessa forma, sobreviveram.
Moral da estória: o melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele no qual cada um aprende a conviver com os espinhos (defeitos) do outro e admirar suas qualidades.”
O texto não é meu. Recebi-o em um folheto, que me foi entregue por uma paroquiana; não consta autoria no folheto. Trata-se de uma fábula, até porque os porcos-espinhos não costumam viver em grupos, mas formam famílias.
No momento presente, a sociedade humana tem sido, cada vez mais, incentivada a viver o isolacionismo pessoal, em nome da felicidade. Os slogans e as “técnicas de auto-ajuda” colocadas à disposição no mercado, insistem no “ame a si mesmo primeiro”; “escolha o que for melhor para você”; “priorize você mesmo”; ou seja, somos constantemente incentivados cada a um a cuidar da sua própria vida, sem dar importância aos demais. Talvez por isso, as pessoas gastem mais tempo “teclando na internet” que conversando pessoalmente. Talvez por isso, o número de pessoas solitárias está aumentando nos centros urbanos. Afinal, conviver com o outro é uma aporrinhação – o outro tem espinhos, como eu também, mas os meus espinhos não me machucam!
Por outro lado, quando acontece alguma tragédia, a mesma mídia que incentiva o egocentrismo, convoca a solidariedade! Temos visto isso cada vez que ocorre uma catástrofe natural, como por exemplo, as chuvas de janeiro que costumeiramente matam pessoas no Brasil. Então vemos o “espetáculo da solidariedade”: milhares de pessoas, incentivadas pela mídia, voluntariamente, começam a doar gêneros alimentícios, roupas, remédios, dinheiro, etc… Todavia, um mês ou menos tempo depois, quando a tragédia já não é mais uma notícia espetacular, ninguém mais se lembra dos flagelados. Cessa a solidariedade, fica apenas a lembrança de que “algo terrível aconteceu mas fiz a minha parte, doei umas roupas velhas e 40 litros de água potável…” As mesmas grandes empresas que acorreram em solidariedade logo após a tragédia, voltam a explorar a população; os órgão do Estado que imediatamente tomaram providências para resolver a situação de emergência voltam ao marasmo da sua irresponsabilidade permanente de não zelar pelo bem comum. E assim as tragédias se sucedem bem como o show da solidariedade, que disputa audiência com os Big Bostas Brasil do Bial e a contratação de um atleta metido a estrela por um clube popular…
A vida continua na mesmice de sempre, o Carnaval vem ai, e o fato mais importante é ver quem consegue sobreviver na Casa do BBB e levar a grana toda (quem foi o mais esperto!).
Enquanto isso, os porcos-espinhos continuam também sobrevivendo…
Foto: www.monteselvagem.pt
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21 de dez. de 2010
Natal?
7 de dez. de 2010
O Alemão e a segurança pública
O Brasil acompanhou o show televisivo, em rede nacional, da “Conquista do Complexo do Alemão” (sendo um complexo, talvez Freud explique…). A imprensa carioca considerou o evento a “libertação” da cidade. Uma excelente mídia para ajudar a imagem do Rio de Janeiro, visando as Olimpíadas e a Copa… bom cacife político para o Governador!
Na verdade, o espetáculo não foi tão magnífico assim. Afinal, os bandidos fugiram em grande maioria, mesmo depois da chegada da “cavalaria”, do Rim-Tim-Tim, do Zorro, do Homem-Aranha e da Super Caveira. Literalmente os bandidos fugiram entrando (ou melhor, saindo) pelo cano! Teve até a frota naval (anfíbios), mas faltou, naturalmente a Oitava Frota dos EUA. Talvez ela venha para a invasão da Rocinha, se o Governo do RJ espalhar a notícia que o Osama está escondido lá… Entretanto, nada disso resolve o problema.
Não vou dizer que a violência urbana é consequência da miséria, deixo isso para a esquerda porra-loca que ainda insiste em existir. Também não vou dizer que a “ausência do Estado nas favelas (ooops! comunidades!)” facilita a presença dos narco-traficantes armados. Como assim o Estado ser ausente?
Assumir que o Estado esteja ausente de alguma parte do território é assumir que há “repúblicas” dentro da República – talvez por isso a imprensa insistiu no uso da palavra “guerra” para descrever a ação policial. Seria admitir que o Governo não tem controle do território, o que não é verdade. Tanto que, quando há interesse político, o Governo se faz presente sempre, em qualquer parte do território nacional. Não ter políticas públicas para determinada região, é uma política pública!
Alguns poucos setores da imprensa apresentaram análises mais contundentes, sem a euforia da “vitória militar”! Apresentam a complexidade do problema de segurança pública, não só no Rio, mas no Brasil e em outros lugares do mundo. Por isso, eu não vou apresentar a minha análise, até porque não sou especialista nisso. Mas não posso aceitar as análises simplistas para explicar o problema.
A Cidade do Rio de Janeiro não é campeã de violência urbana no Brasil; perde, por exemplo, para Vitória e para Recife. Porém, no Rio a violência é mais visível por causa de sua geografia. Afinal, centro e periferia se confundem, se entendermos isso como distribuição das classes sociais. Por isso, é descabida toda a exaltação da mídia, uma forma de encobrir a complexidade do problema, que é muito mais complexo que o “Complexo do Alemão”.
Uma coisa curiosa: na “Guerra do Complexo do Alemão”, em rede nacional, a gente pôde observar homens vestidos de preto, a maioria deles homens pretos, perseguindo outros homens pretos, mal vestidos… não é curioso? não há ai algo curioso? pense…
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14 de nov. de 2009
É bom lembrar...
Vale a pena ler os comentários que estão no YouTube sobre este vídeo! Muito interessante! Nota-se sempre o mesmo discurso de defensiva (ignorância sobre a História da Igreja, entre outras coisas).
No mínimo é divertido!
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2 de nov. de 2009
Hans Küng revela o que está realmente ocorrendo!
"Teólogo critica duramente ao papa e Vaticano contesta realidade de argumentos
Fonte: o texto acima é colagem do Portal G1 (Globo) e sua fonte é a Agência EFE.Cidade do Vaticano, 28 out (EFE).- O teólogo dissidente Hans Küng criticou duramente seu antigo amigo Bento XVI por haver aberto as portas aos anglicanos, afirmando que se trata de "uma tragédia", provocando uma resposta do Vaticano que disse que as acusações estão "muito longe da realidade".
Küng, de 81, em artigo publicado hoje nos diários "The Guardian" (Reino Unido) e "La Repubblica" (Itália), intitulado "Esse papa que pesca nas águas da direita", afirmou que a decisão de Joseph Ratzinger de acolher na Igreja Católica a todos os anglicanos que o desejem é uma "tragédia".
Segundo o teólogo suíço, se trata de uma "tragédia" que se une "às já ocasionadas (por Bento XVI) aos judeus, aos muçulmanos, aos protestantes, aos católicos reformistas e agora à Comunhão Anglicana, que fica debilitada perante a astúcia vaticana".
"Tradicionalistas de todas as igrejas, unir-vos sob a cúpula de São Pedro. O Pescador de homens pesca, sobretudo na margem direita do lago, embora ali as águas sejam turvas", escreveu Küng que acusa o papa de querer restaurar "o império romano, em vez de uma Commonwealth de católicos".
Segundo Küng, "a fome de poder de Roma divide o cristianismo e danifica sua Igreja" e o atual arcebispo de Canterbury, o chefe da Igreja Anglicana, Rowan Williams, "não esteve à altura da astúcia vaticana".
Para o teólogo dissidente, as consequências da "estratégia" de Roma são três: "o enfraquecimento da Igreja Anglicana, a desorientação dos fiéis dessa confissão e a indignação do clero e o povo católico", que veem - diz - como se aceitam sacerdotes casados enquanto se insiste de maneira "teimosa" no celibato dos padres católicos.
O diretor do jornal vespertino vaticano "L'Osservatore Romano", Giovanni María Vian, respondeu hoje que "mais uma vez, uma decisão de Bento XVI volta a ser pintada com rasgos fortes, preconceituosos e, sobretudo, muito afastados da realidade".
"Infelizmente Küng faz outra das dele, antigo colega e amigo com quem o papa em 2005, só cinco meses após sua escolha, se reuniu, com amizade, para discutir as bases comuns éticas das religiões e a relação entre razão e fé", escreveu Vian.
O diretor do jornal assegurou que Küng voltou a criticar seu antigo companheiro na Universidade de Tübingen (Alemanha) "com aspereza e sem fundamento".
O gesto do papa, segundo Vian, tem como objetivo "reconstituir a unidade querida por Cristo e reconhece o longo e fatigante caminho ecumênico realizado neste sentido".
"Um caminho que vem distorcido e representado enfaticamente como se tratasse de uma astuta operação de poder político, naturalmente de extrema direita", acrescentou Vian, que ressaltou que "não vale a pena ressaltar as falsidades e as inexatidões" de Küng.
O representante vaticano criticou as acusações vertidas contra o líder da Igreja Anglicana e expressou sua "amargura" perante este "enésimo ataque à Igreja Católica Apostólica Romana e a seu indiscutível compromisso ecumênico.
No último dia 20, o Vaticano anunciou a disposição do papa a acolher na Igreja Católica todos os anglicanos que o desejem e a aprovação, com esse objetivo, de uma Constituição Apostólica (norma de máxima categoria) que prevê, entre outras, a ordenação de clérigos anglicanos já casados como sacerdotes católicos.
No mundo são cerca de 77 milhões fiéis anglicanos e nos últimos anos sua igreja viveu momentos de crise e de forte divisão interna, devido à ordenação de mulheres e homossexuais declarados como bispos e a bênção de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Por enquanto se desconhece o número exato de anglicanos que desejam rumar à Roma, embora segundo fontes do Vaticano esse número pode estar na casa de meio milhão, entre eles meia centena de bispos. EFE
Meio milhão de anglicanos indo a Roma??? talvez como turistas no verão italiano...
Nota: para ler na íntegra o artigo de Hans Küng, visite a página da Associação Rumos (padres casados):
http://www.padrescasados.org/?p=340
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22 de out. de 2009
Acarajé Evangélico!!! era só o que faltava!!!
Você pode ler a notícia on line: clique aqui
Interessante é que um "pastor evangélico" se refere ao cuidado para não se comer pratos que sejam "oferendas". Além de demonizar o candomblé, agora demoniza-se também a cozinha bahiana.
Na verdade, esse pessoal tem muita confiança em Deus e no poder de Deus: acredita que um simples "acarajé" pode manifestar uma ação diabólica na vida "espiritual" do "crente". Afirmam, assim, que o Diabo é capaz de derrubar a graça de Deus... boa teologia!
Logo veremos por ai: restaurante evangélico servindo "macarronada crente" (já que é prato italiano, deve ser coisa da a Igreja de Roma), ou pizza gospel (que virá com versículo bíblico escrito em molho de tomate) ....
Aliás, ao ler essa reportagem, lembrei-me de um amigo, pastor (de fato pastor) e bom comediante, que em uma esquete, sobre programação gospel de rádio, anunciava o "Motel Bom Pastor", especial para evangélicos(as), distribuidor das "camisinhas El Shadai", as únicas com versículo bíblico do Salmo 23: "... o teu cajado me consola"!!!
Melhor parar por aqui. Os absurdos que aparecem todos os dias no dito "mundo evangélico" é de fazer qualquer cristão perder a fé, para não perder o bom senso. Um detalhe: a senhora que vende o "acarajé crente", é "evangélica" mas tem troco para R$ 50,00 (ver postagem abaixo).
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