2) A Oração Dominical dita "Ecumênica" é fruto do Ecumenismo Institucional, algo que na verdade não é Ecumenismo, mas o "faz de conta que a gente se gosta", pois seu horizonte é que "todos sejam uma única Instituição!"
Interessante que antes da Igreja Romana se apresentar como "Ecumênica" (vários Papas consideraram o Ecumenismo um erro) entre o povo ecumênico protestantew, nós - episcopais - já dizíamos "perdoa nossas dívidas assim como nós também perdoamos...", nunca houve problemas nas celebrações ecumênicas, onde inclusive se celebrava a Ceia do Senhor!
Aliás, depois da chegada da Igreja de Roma, não se podia mais realizar a Santa Eucaristia de maneira ecumênica, ou seja, ecumenismo é só "amizade", não comunhão! (que coisa mais anti-ecumênica!) Antes de Roma chegar, o ecumenismo era um movimento a partir de pessoas das Igrejas Protestantes, as quais primam pela diversidade. O movimento foi se estruturando e acabou sendo institucionalizado na ótica das Igrejas. Ora, instituições não gostam de "diferenças" ou "diversidade", porque foge ao controle e quebra o "ser absoluto" da instituição - ameaça instâncias de poder!
5) Quando os episcopais dizem "... assim como nós também perdoamos os nossos devedores", não estão propondo uma "teologia da retribuição", mas lembrando que o perdão entre nós deve ser uma prática decorrente do perdão de Deus. Não pelo mérito, mas por gratidão! A "teologia da retribuição" é heresia que contradiz tudo que o Apóstolo Paulo afirma sobre Graça, porque se fundamenta exclusivamente na Lei.
6) A ditra "Oração Dominical Ecumênica" é validada por haver sido criada, desenvolvida e aceita no âmbito de um Conselho de Igrejas - de Instituições! Meia dúzia de teólgos indicados pelas respectivas Igrejas, criam uma forma de mostrar "unidade" através da "uniformidade" e alegam que o problema é de "tradução". Não é! é teológico. O que está por trás disso é um agradinho na instituição mais forte no Conselho e do universo cristão, a qual não reconhece - de fato - a GFraça de Deus, pois confunde sua própria instituição e dogmas como sendo o "Reino de Deus" anunciado por Jesus o Cristo. Pior que isso, monopolizam a "graça" ao definirem quem a merece ou não a merece e se afirmam no poder de perdoar pecados, os quais são definidos pela sua Lei Canônica.
Que o Senhor nos livre do Maligno, o qual nos faz esquecer aquilo que verdadeiramente separa as pessoas: a má compreensão de poder e nos lança no mundo sem-Graça da instituição, que acaba se tornando, muitas vezes, des-Graça!
(texto revisado em 31 de julho de 2019)



