Pequenas luzes... simplicidade... Pirilampos iluminavam a noite piscando; eram pontinhos brilhantes de vida na escuridão em noite de Lua Nova, como as estrelas! Pintassilgos são passarinhos comuns (ainda existem), de muitos tipos, e representam as coisas mais simples... selvagens, são livres!
14 de jan. de 2025
A omelete do Joãozinho – uma fábula moderninha
15 de dez. de 2011
Coisas do Passado que se acabaram no Futuro.
Recebi de um amigo, Rev. Joel Soares, o texto abaixo, da autoria de Ismael Gaião, pessoa que não conheço. Com certeza ele é da minha geração, porque tudo que ele fala ai abaixo, eu vivi também. Também não sei onde o Sr. Ismael publicou o texto que compilo abaixo.
Não se trata de um saudosismo melancólico, mas a constatação que nem sempre progresso significa vida melhor, e que nem sempre evolução significa que as coisas ficam melhores…
NO TEMPO DA MINHA INFÂNCIA (Ismael Gaião)
No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal
Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria
A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade
Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração
Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido
Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir
Vi o meu pai dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança
No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado
Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria
Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira
Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado
Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos
Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras
Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cowboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão
Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua
Pai Francisco e De Marré
Também cantei Itororó
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé
Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar
Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão
Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia
O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço
E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira
Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar
Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade
Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança
A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez...
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Eu só não sinto vontade de ser criança outra vez; se for para ser nestes tempos, não mesmo! Porque hoje as crianças não são crianças, mas são imagens dos adultos; não produzem absolutamente nada, embora passam boa parte do seu tempo com uma agenda complicada… são cheias de direitos e mal educadas. Seus brinquedos brincam sozinhos, e passam muito tempo em um mundo virtual de más fantasias…
Com todo o conhecimento que a humanidade acumulou, a vida não é melhor, a não ser para meia-dúzia de espertinhos que formam a elite mais safada que a humanidade já conheceu. O tempo passa voando e quando o sujeito percebe, a vida acabou-se nas correrias, nos milhares de e-mails, na eterna insatisfação de consumir o que aparece na moda e no mercado…
Realmente, o mundo está ficando cada vez mais chato!
Venha Teu Reino, Senhor!
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27 de out. de 2011
Aos mestres com carinho (e saudades do tempo em que a escola era Escola)
19 de ago. de 2011
O Sermão da Montanha, versão para professores
[recebi do meu amigo Handall, lá de Vitória; vou repassando]
Nem Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje....
“Naquele dia, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:
- Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
- Felizes os misericordiosos, porque eles...
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
- Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?
- Quais são os objetivos gerais e específicos?
- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?
- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
- E vê lá se não vai reprovar alguém!
E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, Senhor, por que me abandonaste???"
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11 de ago. de 2011
Fulano é uma Anta !
Dizer que alguém é uma anta, referindo-se ao fato da pessoa ser distraída ou às vezes se comportar como idiota, é algo deplorável nestes tempos em que a moda é ser politicamente correto(a). É a mesma coisa que chamar uma pessoa de Burra!
Isso não é certo! é ofensivo e ofende à moral e bons costumes ecológicos!
Afinal, nem as Antas, nem os Burros merecem ser comparados com pessoas humanas. É ofensivo à dignidade animal.
Acho que devemos ter mais consciência antes de usar tal expressão pejorativa para com os animais! Embora geneticamente sejamos muito semelhantes a eles, os animais não são capazes de cometer as vilanias e safadezas humanas, nem demonstram falta de inteligência para resolver seus próprios problemas…
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20 de mai. de 2011
Porque não quero ser “politicamente correto” (3)
LIVRO PARA INGUINORANTES (do Blog do Novaes - www.jblog.com.br/novaes.php?itemid=26806)
Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico. Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!
A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.
A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de “certo e errado” pela de “adequado e inadequado”. Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramatica eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues. A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado. Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei - como se diz? - magna.
Diante do pobrema um acessor do Minestério declarou que “o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos”. E quem pediu a ele pra fazer? Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se disseçe o que está certo e o que está errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática. Até segunda ordem a Gramática é que é a dona da verdade e o Minestério que é da Educassão deve ser o primeiro a respeitar.
21 de fev. de 2011
Porque não quero ser politicamente correto (2)
(veja também http://pirilampos-pintassilgos.blogspot.com/2011/01/porque-nao-quero-ser-politicamente.html)
O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA
Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo – o homem – e a rosa – a mulher – estimula a violência entre os casais. Na nova letra “o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada”.
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Abraços,
Luiz Antônio Simas
29 de jan. de 2011
Porque não quero ser politicamente correto!
Ofereci assento a uma senhora no ônibus e levei esporro com ela dizendo que não precisa da minha falsa gentileza machista... por sua vez, um bando de adolescentes negou-se a dar lugar a mim e a outro senhor de terceira idade no assento reservado exatamente para gente como eu e ele, no metrô...
Pois é: cada vez mais somos uma sociedade de direitos sem deveres e sem educação !
18 de jul. de 2010
Se o tataravô do tataravô do vovô tivesse broxado…
Leonard Mlodinow é um físico, isto é, um sujeito que procura entender – na medida em que isso seja possível - como o Universo funciona. Filho de judeus poloneses que por acaso conseguiram sobreviver ao holocausto e se mandaram para os Estados Unidos, Mlodinow fez seu doutorado em Física na Universidade da Califórnia e tem publicado livros intrigantes sobre a ciência objeto de seus estudos. O mais famoso talvez seja o que escreveu junto com Stephen Hawking – Uma nova história do tempo, que se chamou nova porque é, na verdade, a correção da obra anterior de Hawking - Uma breve história do tempo. Hawking estava errado e como não é um acadêmico brasileiro, reconheceu seu erro com humildade e reescreveu o livro junto com o físico que lhe provou o erro.
Físicos e matemáticos muitas vezes se misturam. Na verdade, os matemáticos não se misturam, os físicos é que vivem se infiltrando em seu mundo. Isso porque os físicos precisam do instrumental matemático para tentar entender o Universo, enquanto os matemáticos não precisam entender nada além da sua própria linguagem. Acontece que o mundo imaginário dos matemáticos – e bota imaginário nisso – ajuda os físicos a imaginar como o universo funciona. Os matemáticos por sua vez sabem que o universo dos físicos não lhes ajuda a entender a matemática, embora seja uma fonte inesgotável de quebra-cabeças – e matemáticos adoram quebra-cabeças. Assim é que físicos e matemáticos sempre estão juntos, e alguns físicos se tornam também excelentes matemáticos.
Mlodinow é um desses caras. Por acaso seus pais emigraram da Polônia para os Estados Unidos e lá ele nasceu e se tornou um físico. Tivessem vindo, por acaso, para o Brasil, Leonard teria sido, por acaso, um comerciante ou um jogador de futebol. O caso é que Mlodinow, que por acaso se tornou um físico, resolveu escrever sobre um tema que os matemáticos adoram: o acaso!
A ferramenta que os matemáticos do séc. XVII criaram para estudar o acaso se chama Teoria dos Jogos. Na verdade, eles queriam mesmo era descobrir como poderiam ter “mais sorte nos jogos de azar”. Mas como eram matemáticos, deixaram a imaginação fluir e assim construíram a Teoria dos Jogos, que hoje – para evitar acusações de imoralidade - chama-se Cálculo de Probabilidades. O Cálculo de Probabilidades, um campo teórico, permitiu o desenvolvimento de um método prático de se lidar com a aleatoriedade, método que acabou se tornando uma ciência dentro da Matemática Aplicada, a Estatística, ferramenta extremamente útil para as Ciências da Sociedade.
Por acaso eu sou um pretenso matemático brasileiro que também se formou em física. Há trinta anos eu era professor universitário e lecionava exatamente Estatística e Cálculo de Probabilidades. Acho que os estudantes gostavam do meu curso, pois todo final de ano eu era obrigado a estar nas formaturas, pois ou eu era professor homenageado, ou era o patrono da turma ou o paraninfo. Eu conseguia evitar o matematiquês nas aulas (eram classes de humanidades) e buscava mostrar o quanto de aleatoriedade há na vida. Pediram para eu publicar meu livro de curso, o qual eu até elaborei, mas nenhuma editora aceitou porque sendo um livro didático de Estatística, como pode não ter um monte de fórmulas? Todos os editores me faziam essa pergunta e – eu percebia o cinismo deles – me julgava um embromador.
Por acaso, o Mlodinow – que é americano do norte – escreveu um livro muito parecido (mas muito melhor) com o que eu havia esboçado: fala do Cálculo de Probabilidades, da Estatística e da Matemática, sem apresentar nenhuma fórmula!!!! Um livro espetacular, mas que, infelizmente, não é compreensível para a maioria dos universitários brasileiros de hoje, analfabetos em matemática: O andar do bêbado – como o acaso determina nossas vidas.
O simples fato de você existir, meu caro leitor casual, é um acaso: você é resultado da combinação dos genes de um determinado casal, que em um determinado momento copulou. Fosse 5 minutos antes, ou depois, não existira você! Todavia, cada um que forma o casal, é também resultado de uma cópula de outro casal, assim, você é resultado de alguns acasos envolvendo três casais e três cópulas. E se você for acumulando os seus bisavós, trisavós, tataravós, e n-avós , você é o resultado de uma sequência de 2 à enésima potência de pessoas que copularam, e mais, tais cópulas resultaram em gravidez que terminou em parto, e nasceram pessoas que chegaram à idade de procriar e conseguiram procriar. Pense bem, se um certo sujeito, em algum lugar do planeta, no séc. XI, tivesse tido uma má noite (ou dia, uma cópula não precisa ser necessariamente à noite, como a gente aprende na adolescência) e broxado, você não existiria!!!
Mlodinow procura transmitir esperança aos leitores, quase fazendo o deleite dos viciados em “pensamento positivo”. E não poderia ser de outra forma, porque o estudo sério da aleatoriedade termina com todas as nossas certezas e abala firmemente nosso instinto de controlar a própria vida. Porque, os otimistas que me perdoem, toda a nossa existência é marcada pelo acaso! e nós não temos como controlar isso, a não ser pelo método mais antigo do mundo: tentativa e erro.
A humanidade compreendeu isso muito cedo: se faz sol ou chuva, se o vento vem na direção do caçador ou da caça, se o peixe morde a isca ou não, se a Fulana vai com a minha cara ou não… a civilização é resultado dessa necessidade de controlar o acaso, ou pelo menos, minimizar as chances do acaso ser “azar”. O método estatístico, quando bem aplicado, tem essa finalidade, mas é honesto: sempre indica a probabilidade de apresentar uma conclusão errada. Ou seja: não há certeza absoluta.
Mas antes de inventar o método estatístico, a humanidade sempre tentou controlar o acaso: inventou sortilégios, ritos, simpatias, manias, e eu acho que o comportamento religioso do ser humano tem a ver com isso. Afinal, a idéia de que tudo acontece por puro acaso é tão assustadora que temos de imaginar uma Mente Superior para a qual não existe o acaso, antes o acaso se confunde com a Sua Vontade. Assim, para controlar o acaso, basta estar de bem com tal Mente Superior: nasce a Religião…
Antes que os pentelhos de plantão venham me encher o saco com seus dogmas, eu falei RELIGIÃO!!! Fé é outra coisa!
Por acaso, falo disso em outra oportunidade, se o acaso permitir que eu volte a escrever…
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14 de mai. de 2010
A evolução do ensino da Matemática (e da Educação Escolar) no Brasil
Recebi por e-mail, autor desconhecido. Mas concordo em tudo com o autor(a). Triste Brasil!
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas....
Leiam o relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa nem responder)
( )R$20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
Além disso, se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Em 1969 os Pais do aluno perguntavam enfurecidos ao "aluno": "Que notas são estas...???" Em 2009 os Pais do aluno perguntam enfurecidos ao "professor": "Que notas são estas...???"
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Precisamos começar JÁ!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...
"Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas, também, pelo que deixamos de fazer."
(Como eu digo na apresentação deste blogue, veja na lateral acima, não sou e nem faço questão de ser politicamente correto. Em nome disso é que a avacalhação está tomando conta da sociedade brasileira; lixo norte-americano imposto pelo colonialismo cultural. E para quem não gostar, ofereço uma expressão que os norte-americanos adoram, e que lá é politicamente correta: F.. you! (entendeu, não é?)!
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