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16 de ago. de 2025

SOBRE MISSÃO: 11 - As Cinco Marcas e a Nova Forma da Igreja

      Esta postagem é sequência das anteriores e faz parte de um texto maior, sobre MISSÃO; cujas partes estão publicadas aqui a partir de  9 de junho de 2025. O texto completo foi dividido em várias pequenas postagens para facilitar a leitura. Sugiro que você leia antes as postagens anteriores (a partir de 9 de junho) para ter a visão completa do conteúdo até o momento.

Não se trata de fundar uma nova denominação. Novas denominações surgem todos os dias, a maioria delas como formas de exaltação de egos pessoais, busca de poder, iniciativas financeiras, e muitas outras razões que em nada se identificam com o Movimento de Jesus; de alguma maneira se inspiram nos paradigmas da Cristandade. A Nova Forma a que me refiro se fundamenta no abandono dos paradigmas da Cristandade.

No caso da Comunhão Anglicana eu ouso dizer que as Cinco Marcas da Missão trazem em si mesmas uma ruptura com aqueles paradigmas; entretanto, a Cristandade está tão interiorizada na cultura ocidental que acabamos interpretando as Cinco Marcas com base nos velhos paradigmas, e assim reproduzimos as mesmas coisas sempre, fantasiadas de novos conceitos. Ou seja, continuamos querendo expandir a Instituição sem criar as condições para a expansão do Movimento.

a)   O paradigma fundamental: a Primeira Marca

A Primeira Marca da Missão é proclamar as boas novas do reinado de Deus. Isso não significa fazer a Igreja crescer! Significa simplesmente proclamar, ou seja, anunciar e, consequentemente, como fizeram os discípulos e discípulas no início do Movimento, testemunhar. Todas as demais Quatro Marcas se desenvolvem a partir da Primeira; por isso, qualquer ação missionária precisa acontecer dentro do contexto da proclamação e não da propaganda!

Se realmente focarmos na Proclamação do Reinado de Deus ao invés do crescimento da membresia, mudaremos de paradigma, porque não confundiremos o Reino de Deus com a Instituição.

b)   A Segunda Marca

A Segunda Marca da Missão é ensinar, batizar e nutrir os novos crentes. Veja bem: novos crentes, não necessariamente novos membros! Novos crentes, aqueles e aquelas que motivados pela proclamação, se aproximam e buscam o Reinado de Deus; por isso recebem o ensino e o batismo, recebem acolhida pela comunidade de fé, e assim, no fraterno convívio comunitário, recebem a nutrição que fortalecerá o caminho da busca e da percepção do Reino de Deus.

c)   As Três Marcas seguintes

As demais Marcas são consequência das duas anteriores. É através delas que a Comunidade de Fé (a Igreja) se faz presente no mundo, evangelizando, proclamando, anunciando e testemunhando. Afinal, essas três marcas são o Evangelho em Ação!

Responder às necessidades humanas com amor é o que chamamos de Diaconia. É o significado da comunhão do Povo de Deus entre si e com todas as pessoas. Sem perguntas e sem proselitismo, acolher e cuidar daqueles que sofrem no corpo e na alma, as vítimas da injustiça que permanece no mundo, o enfrentamento do diabólico que faz da vida sofrimento inútil.

Procurar a transformação das estruturas injustas da sociedade, desafiar toda espécie de violência, e buscar a paz e a reconciliação é a consequência da ação diaconal. Não basta socorrer, é preciso enfrentar e combater tudo que, diabolicamente, cria a massa de sofredores, de injustiçados, as vítimas da crueldade humana que se manifesta devido a ganância, a sede de poder absoluto, o egoísmo – as consequências nefastas do pecado que se manifesta através da vontade de ser “igual a Deus” (cf. Gênesis 3). Isso implica em se envolver politicamente! Diaconia não é apenas “fazer caridade”, mas realmente cuidar das vítimas e ao mesmo tempo combater o que causa o enorme número de vítimas neste mundo cruel e devastado por aqueles que se julgam “iguais a Deus”.

Esse atender as necessidades humanas implica também no cuidado com a Criação. Afinal o ser humano é herdeiro da Criação, herdeiro do Jardim criado por Deus, não para reinar nela, mas para cuidar dela, ser cooperador da Criação. A Quinta Marca da Missão está intimamente relacionada às demais, é consequência direta delas.


Assim, eu entendo e ouso propor que a Nova Forma da Igreja deve ser pensada e projetada a partir destas Cinco Marcas, mas reinterpretadas a partir da proposta clara do Movimento de Jesus – o Reinado de Deus. Não mais a expansão institucional viciada em cuidar de si mesma, contraditoriamente estruturada de forma a impedir o avanço da Missão. É necessário uma nova perspectiva teológica, uma nova eclesiologia para não andar em círculo, reinventando o modelo que já está fracassado, pois foi inspirado nos Impérios, os quais, exatamente pelo próprio conceito, se tornam a mentira da Serpente (Gênesis 3.4-5): se acham iguais a Deus e, assim, sobrevêm a morte sobre a vida.

Necessitamos de uma Eclesiologia verdadeiramente Revolucionária: o significado de revolução é a mudança radical de paradigmas!

Precisamos redescobrir o que realmente significa encarnação do Logos, Aquele que – encarnado - habita entre nós (cf. João 1.1-16)!

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Interrompo aqui esta série de postagens sobre Missão, que - na verdade - são partes de um único artigo, publicadas em picadinhos, para incentivar a leitura. 

A sequência do texto fica para uma "segunda temporada"; afinal, eu gostaria de escrever sobre outros temas, manter a diversidade destes Pirilampos e Pintassilgos.  Neste tempo de aguardo da "segunda temporada", espero que os poucos que leram os textos reflitam sobre o conteúdo, questionem, sejam críticos (e autocríticos) e - quem sabe - possam apresentar propostas para a "segunda temporada".

Sinceramente, eu não acredito que a Teologia Acadêmica possa, de fato, criar uma nova perspectiva teológica para a Encarnação, embora na Comunhão Anglicana costumamos nos definir como "Igreja Encarnada".  Eu acredito que a nova forma para a Igreja de Cristo é ser, realmente, encarnada, e isso significa romper com velhos conceitos sobre si mesma! É o desafio que deixo aqui com esta série de postagens, agora encerradas provisoriamente.

Que o Santo Espírito nos abençoe e inspire!

Amém!

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15 de dez. de 2011

Coisas do Passado que se acabaram no Futuro.

Recebi de um amigo, Rev. Joel Soares, o texto abaixo, da autoria de Ismael Gaião, pessoa que não conheço. Com certeza ele é da minha geração, porque tudo que ele fala ai abaixo, eu vivi também. Também não sei onde o Sr. Ismael publicou o texto que compilo abaixo.

Não se trata de um saudosismo melancólico, mas a constatação que nem sempre progresso significa vida melhor, e que nem sempre evolução significa que as coisas ficam melhores…

NO  TEMPO  DA  MINHA  INFÂNCIA (Ismael Gaião)

No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal

             Bebi leite ao natural
             Da minha vaca Quitéria
             E nunca fiquei de cama
             Com uma doença séria
             As crianças de hoje em dia
             Não bebem como eu bebia
             Pra não pegar bactéria

                         A barriga da miséria
                         Tirei com tranquilidade
                         Do pão com manteiga e queijo
                         Hoje só resta a saudade
                         A vida ficou sem graça
                         Não se pode comer massa
                         Por causa da obesidade

                                                   Eu comi ovo à vontade
                                                   Sem ter contra indicação
                                                   Pois o tal colesterol
                                                   Pra mim nunca foi vilão
                                                   Hoje a vida é uma loucura
                                                   Dizem que qualquer gordura
                                                   Nos mata do coração

                                                                  Com a modernização
                                                                  Quase tudo é proibido
                                                                  Pois sempre tem uma Lei
                                                                  Que nos deixa reprimido
                                                                  Fazendo tudo que eu fiz
                                                                  Hoje me sinto feliz
                                                                  Só por ter sobrevivido

Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir

              Vi o meu pai dirigir
              Numa total confiança
              Sem apoio, sem air-bag
              Sem cinto de segurança
              E eu no banco de trás
              Solto, igualzinho aos demais
              Fazia a maior festança

                            No meu tempo de criança
                            Por ter sido reprovado
                            Ninguém ia ao psicólogo
                            Nem se ficava frustrado
                            Quando isso acontecia
                            A gente só repetia
                            Até que fosse aprovado

                                            Não tinha superdotado
                                            Nem a tal dislexia
                                            E a hiperatividade
                                            É coisa que não se via
                                            Falta de concentração
                                            Se curava com carão
                                            E disso ninguém morria

                                                             Nesse tempo se bebia
                                                             Água vinda da torneira
                                                             De uma fonte natural
                                                             Ou até de uma mangueira
                                                             E essa água engarrafada
                                                             Que diz-se esterilizada
                                                             Nunca entrou na nossa feira

Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado

                  Nunca fui envenenado
                  Com as tintas dos brinquedos
                  Remédios e detergentes
                  Se guardavam, sem segredos
                  E descalço, na areia
                  Eu joguei bola de meia
                  Rasgando as pontas dos dedos

                               Aboli todos os medos
                               Apostando umas carreiras
                               Em carros de rolimã
                               Sem usar cotoveleiras
                               Pra correr de bicicleta
                               Nunca usei, feito um atleta,
                               Capacete e joelheiras

                                            Entre outras brincadeiras
                                            Brinquei de Carrinho de Mão
                                            Estátua, Jogo da Velha
                                            Bola de Gude e Pião
                                            De mocinhos e Cowboys
                                            E até de super-heróis
                                            Que vi na televisão

                                                           Eu cantei Cai, Cai Balão,
                                                           Palma é palma, Pé é pé
                                                           Gata Pintada, Esta Rua
                                                           Pai Francisco e De Marré
                                                           Também cantei Itororó
                                                           Brinquei de Escravos de Jó
                                                           E o Sapo não lava o pé

Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar

           Tomava banho de mar
           Na estação do verão
           Quando papai nos levava
           Em cima de um caminhão
           Não voltava bronzeado
           Mas com o corpo queimado
           Parecendo um camarão

                              Sem ter tanta evolução
                              O Playstation não havia
                              E nenhum jogo de vídeo
                              Naquele tempo existia
                              Não tinha vídeo cassete
                              Muito menos internet
                              Como se tem hoje em dia

                                              O meu cachorro comia
                                              O resto do nosso almoço
                                              Não existia ração
                                              Nem brinquedo feito osso
                                              E para as pulgas matar
                                              Nunca vi ninguém botar
                                              Um colar no seu pescoço

                                                          E ele achava um colosso
                                                          Tomar banho de mangueira
                                                          Ou numa água bem fria
                                                          Debaixo duma torneira
                                                          E a gente fazia farra
                                                          Usando sabão em barra
                                                          Pra tirar sua sujeira

Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar

                  Comecei a trabalhar
                  Com oito anos de idade
                  Pois o meu pai me mostrava
                  Que pra ter dignidade
                  O trabalho era importante
                  Pra não me ver adiante
                  Ir pra marginalidade

                               Mas hoje a sociedade
                               Essa visão não alcança
                               E proíbe qualquer pai
                               Dar trabalho a uma criança
                               Prefere ver nossos filhos
                               Vivendo fora dos trilhos
                               Num mundo sem esperança

                                             A vida era bem mais mansa,
                                             Com um pouco de insensatez.
                                             Eu me lembro com detalhes
                                             De tudo que a gente fez,
                                             Por isso tenho saudade
                                             E hoje sinto vontade
                                             De ser criança outra vez...

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Eu só não sinto vontade de ser criança outra vez; se for para ser nestes tempos, não mesmo! Porque hoje as crianças não são crianças, mas são imagens dos adultos; não produzem absolutamente nada, embora passam boa parte do seu tempo com uma agenda complicada… são cheias de direitos e mal educadas. Seus brinquedos brincam sozinhos, e passam muito tempo em um mundo virtual de más fantasias…

Com todo o conhecimento que a humanidade acumulou, a vida não é melhor, a não ser para meia-dúzia de espertinhos que formam a elite mais safada que a humanidade já conheceu. O tempo passa voando e quando o sujeito percebe, a vida acabou-se nas correrias, nos milhares de e-mails, na eterna insatisfação de consumir o que aparece na moda e no mercado…

Realmente, o mundo está ficando cada vez mais chato!

Venha Teu Reino, Senhor!

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12 de nov. de 2011

Teste de percepção da natureza

Como este é um blog “politicamente pentelho”, as mulheres e as fêmeas das demais espécies que me desculpem, mas foi a natureza quem decidiu …

TESTE qual é a fêmea

A cara do cãozinho preto é quase humana!!! bem real!

(não sei quem é o autor da foto; catei de alguém no Facebook)

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11 de ago. de 2011

Fulano é uma Anta !

antaDizer que alguém é uma anta, referindo-se ao fato da pessoa ser distraída ou às vezes se comportar como idiota, é algo deplorável nestes tempos em que a moda é ser politicamente correto(a).  É a mesma coisa que chamar uma pessoa de Burra!

Isso não é certo! é ofensivo e ofende à moral e bons costumes ecológicos!

Afinal, nem as Antas, nem os Burros merecem ser comparados com pessoas humanas. É ofensivo à dignidade animal.

Acho que devemos ter mais consciência antes de usar tal expressão pejorativa para com os animais! Embora geneticamente sejamos muito semelhantes a eles, os animais não são capazes de cometer as vilanias e safadezas humanas, nem demonstram falta de inteligência para resolver seus próprios problemas…

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