Pequenas luzes, simplicidade

Este blogue é destinado a pessoas que gostam de pensar sem as limitações impostas pelos modismos e pelas instituições sejam quais forem; que conseguem rir de si mesmas e de tudo, sem sentir culpa; que conseguem olhar além do próprio umbigo.
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Este não é um blogue acadêmico, nem jornalístico, não é um blogue temático e não é politicamente correto (modismo idiota americano)! Este blogue pretende ser um espaço de idéias sem a formalidade acadêmica, livre, de conteúdo variado, sem nenhum compromisso temático, ideológico, partidário, étnico, religioso, essas bobagens todas. Ou seja, é politicamente pentelho! e cheio de contradições! como eu! Quem espera respostas prontas e uma enxurrada de racionalidade, que vá ler Kant!
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14 de set de 2009

Onze de Setembro!

Uma data para não ser esquecida! Um crime contra a liberdade e a democracia!

Não, não estou falando de Nova York! Estou falando de Santiago do Chile! O 11 de Setembro de Nova York não nos deixarão esquecer! a mídia se encarrega disso a cada ano, justificando o injustificável: a agressão ao povo iraquiano!

Mas do 11 de Setembro de Santiago do Chile, ninguém fala mais... afinal, e com razão, não precisamos ser lembrados que a CIA faz o que quer na América Latina, Latrina da América!

Para você recordar comigo, veja o vídeo no link abaixo (pode clicar, não é sacanagem!):
Pouco mais de três mil pessoas morreram dia 11 de Setembro em Nova York! Muitas mais morreram no Iraque, têm morrido na Palestina. Em outro 11 de Setembro, um pais inteiro foi morto em sua liberdade, em sua decisão democrática, e nos dias seguintes, brasileiros, bolivianos, argentinos, peruanos, e muitos outros que estavam no Chile ajudando a construir a opção democrática pelo socialismo, morreram assassinados a sangue frio num estádio de futebol, e nos porões dos quartéis...
Perdi vários amigos em Santiago, jovens brasileiros que, como eu à época, acreditavam em um outro mundo, em uma outra concepção de justiça. Muitos eram cristãos, e estavam engajados em cumprir a missão da vivência concreta do Evangelho, ajudando a construir uma nova sociedade no Chile, então um oásis de democracia em todo um continente subjugado pelos coturnos militares a serviço do capital internacional.
Quando você pensar nos mortos pelo terrorismo internacional lembre-se também dos chilenos, e de milhares de inocentes na América Latina, no Iraque, no Vietnan, (onde não os há?) assassinados pelo terrorismo internacional dos Estados Unidos da América e de outras potencias, alegando agir em defesa da "democracia, dos valores cristãos, da liberdade", desde que seja do interesse das elites econômicas do mundo todo.
Os sonhos já não mais existem; a vida me mostrou que não tem sentido nem há possibilidade de mudar essa realidade no pouco tempo de vida que aida tenho. Resta a esperança escatológica de que um dia haverá novo céu e nova terra. Escatológica porque eu não verei isso, e provavelmente você também, meu caro leitor!
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2 comentários:

  1. Olá Cae, é profundamente lamentável qdo perdemos a esperança na própria humanidade. Meu ateísmo veio dessa decepção profunda com o próprio humano.

    Tenho um pessimismo qto às questões de que se vale ou não a pena investir força e saúde em busca de algo melhor ao coletivo qdo o que mais se vê é que qq um desse coletivo busca seu próprio melhor em detrimento do outro.

    O gde problema que a humanidade enfrenta é que não há mais sentido no outro e, assim, busca-se justificar a vida supervalorizando a si mesmo esquecendo-se de algo fundamental, eu só posso ser eu mesmo em função do outro, pois sem o outro eu não existo! Não existo enquanto pessoa, não existo enquanto cidadão!

    Mas, numa sociedade que exacerba o valor do individual, do ter sobreposto ao ser, o que esperar...

    Fica, aqui, uma pequena reflexão de quem não ve, nem em deus qq possibilidade de saída, afinal, quem é deus se não uma criação dessa mesma humanidade decadente!?

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  2. Ao contrário do Vicente, cada vez mais eu creio em Deus, apesar de não confiar muito no bom senso da humanidade. Mas há pessoas como você, como o Vicente, como tantos irmãos e irmãs que fazem este mundo melhor.

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