Pequenas luzes, simplicidade

Este blogue é destinado a pessoas que gostam de pensar sem as limitações impostas pelos modismos e pelas instituições sejam quais forem; que conseguem rir de si mesmas e de tudo, sem sentir culpa; que conseguem olhar além do próprio umbigo.
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Este não é um blogue acadêmico, nem jornalístico, não é um blogue temático e não é politicamente correto (modismo idiota americano)! Este blogue pretende ser um espaço de idéias sem a formalidade acadêmica, livre, de conteúdo variado, sem nenhum compromisso temático, ideológico, partidário, étnico, religioso, essas bobagens todas. Ou seja, é politicamente pentelho! e cheio de contradições! como eu! Quem espera respostas prontas e uma enxurrada de racionalidade, que vá ler Kant!
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4 de nov de 2009

Sobre a Igreja Romana e católicos-romanos

Apenas para esclarecer: no meu artigo abaixo, onde realmente eu desço o cacete na Igreja Romana - e ainda tenho muita coisa pra falar sobre essa instituição hipócrita - é contra a Instituição Eclesiástica da Igreja Romana que falo, contra sua alta-hierarquia, sua situação de Estado (que vive a custa de investimentos não muito claros - veja-se registros históricos das relações com a Mafia, com o Nazi-Facismo, e o escândalo - já esquecido - do golpe bancário aplicado na Itália... ). Nada contra as pessoas simples que vivem sua fé cristã no seio do romanismo. Nem contra os inúmeros sacerdotes, religiosas e religiosos que dedicam suas vidas ao serviço do Povo de Deus naquela imensa fazenda do Senhor. Nada contra o eclesial; minha crítica é e sempre será ao eclesiástico, a mesma atitude que tenho muitas vezes, para com a própria Igreja a que pertenço.

Tenho muitos amigos e amigas católicos-romanos, muitos padres e freiras, e deles sempre escuto suas lamentações, pois não podem nem mesmo tratar disso (lamentações em relação à sua Igreja) com seus confessores... Admiro muitos líderes da Igreja de Roma, reconheço o inspirado trabalho que homens como Dom Pedro Casaldáliga, Dom Mauro Morelli, e muitos outros, fizeram e fazem ainda em benefício dos excluídos neste país, verdadeiras testemunhas proféticas de Jesus, o Cristo.

Então, aos amigos romanos que já manifestaram sua solidariedade e sua indignação diante das ações recentes do Vaticano, fica aqui meu testemunho de amizade fraterna em Cristo. Muitos me escreveram diretamente, pois não podem arriscar-se colocando um comentário nesse meu blog lido por menos de uma centena de pessoas...

Onde não há liberdade de opinião e de expressão, não há liberdade!

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4 comentários:

  1. Muito boa essas colocações, e com certeaza, é a mais pura veracidade pois o povo católico de boa fé, e não são poucos, nada tem que ver as "peripécias" sordidas de líderes inescrupulosos, manipuladores e mal intencionados.

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  2. Estimado Rev. Luiz Caetano:

    No veo, sencillamente, que exista una tentativa de Roma de avanzar sobre la Comunidad Anglicana; dialogar, interactuar, cambiar opiniones, representa más bien un avance, una actitud ecuménica y de respeto y reconocimiento hacia un credo que inició un cisma con Enrique VIII.
    Las jerarquías han dejado muchas veces que desear, tanto en la Iglesia Católica Apostólica Romana (santa y prostituta, a la que pertenezco desde el Bautismo), como en el Protestantismo u otros credos cristianos o no. Me parece poco feliz y fuera de contexto hablar de pactos con la mafia y de manejos oscuros de fondos. Le aseguro que no son sólo protestantes las ONG sin las cuales mucha gente estaría condenada al hambre; pero claro, el tema aquí es bien otro.
    Dice la Biblia que antes de ver la paja en el ojo ajeno, hay que mirar la viga que hay en el propio. A veces, la que atrasa es la Iglesia Católica; en otras tantas, es el Protestantismo quien interpreta demasiado literalmente las Sagradas Escrituras.
    Para terminar, y con mucho respeto, le agrego que de malos ejemplos están regadas TODAS las Iglesias. Yo empezaría a barrer mi propia casa antes de intentar hacerlo con la del vecino; allí, en Brasil (país que admiro), deberían empezar por el particular sincretismo religioso y el alto grado de adulterio que existe entre pastores y reverendos, tan amigos de difundir "La Palabra" y de hacer conocer al "Verbo Encarnado" como de interactuar privadamente con la mujer del prójimo.
    Ojalá no tome a mal mi comentario, hecho con la mejor de las intenciones.
    Le mando un saludo cordial desde Buenos Aires y mis respetos.

    Pablo

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  3. Está dito que este não é um blog de debates, mas vou colocar aqui também os comentários dos que se posicionaram contra as idéias que coloquei, especialmente neste e no artigo anterior, sobre a Igreja de Roma. Quando julgar conveniente, poderei rebater alguns comentários, mas minha intenção não é o debate, não neste blog. Os interessados em debater comigo escrevam diretamente para meu e-mail,disponível no perfil.
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    No caso do Sr. Pablo, acima, respeito suas posições de bom católico-romano, mas como a maioria deles, desconhece a história do Protestantismo e especialmente da Igreja da Inglaterra (Church of England), cuja origem não foi um cisma do rei Henry VIII, mas uma decisão do Parlamento inglês para salvaguardar os interesses do trono... Além do que, a Church of Englando, da forma como é hoje, começou mesmo no reinado de Elizabeth I (Isabel I, em espanhol), que aliás foi responsável pela derrota do império espanhol).

    Basta um exame nos textos publicados neste blog para compreender que eu critico não só a Igreja de Roma, mas também outras Igrejas, e quando acho que preciso, a própria Igreja a que pertenço.

    Como bom argentino, o Sr. Pablo não conhece realmente o Brasil, pela crítica que faz ao nosso sincretismo religioso...

    Quanto às questões morais que o Sr. Pablo levanta, devo reconhecer que ele tem razão quando fala do comportamento de líderes protestantes.... mas, de uma forma ou de outra, temos posições muito diferentes, eu e ele, quanto à moralidade. Só se "interactua con la mujer del prójimo" quando essa mulher também "interactua"; em alguns casos por culpa do próprio "prójimo"!
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  4. Querido, só quem vive em Portugal recorda como eram as coisas antes do 25 de abril... tens toda razão!

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