Pequenas luzes, simplicidade

Este blogue é destinado a pessoas que gostam de pensar sem as limitações impostas pelos modismos e pelas instituições sejam quais forem; que conseguem rir de si mesmas e de tudo, sem sentir culpa; que conseguem olhar além do próprio umbigo.
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Este não é um blogue acadêmico, nem jornalístico, não é um blogue temático e não é politicamente correto (modismo idiota americano)! Este blogue pretende ser um espaço de idéias sem a formalidade acadêmica, livre, de conteúdo variado, sem nenhum compromisso temático, ideológico, partidário, étnico, religioso, essas bobagens todas. Ou seja, é politicamente pentelho! e cheio de contradições! como eu! Quem espera respostas prontas e uma enxurrada de racionalidade, que vá ler Kant!
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29 de jun de 2015

Homoafetivos e Banqueiros.

Bandeira Homoafetiva
É público e notório o ódio às pessoas homo-afetivas esparramado por gente que se diz “cristã” e manipula a Bíblia para justificar esse preconceito que se torna ódio irracional.
Até há 60 anos atrás, nos Estados Unidos (já que a maioria dos brasileiros é fascinado por aquela nação) cristãos brancos exibiam descaradamente seu ódio às pessoas negras, fossem elas cristãs ou não. Claro, justificavam suas posições usando a Bíblia… De fato, a Bíblia pode justificar qualquer coisa  quando usada de má fé e de forma ignorante, aliás, como a ciência.
Há alguns anos, eu atuava como Secretário Regional do CLAI* para o Brasil, fui convidado para apresentar uma palestra em evento nacional de uma das igrejas membros do Conselho. O tema, até mesmo devido à minha função, era Relações Ecumênicas e Cooperação. Terminei a palestra, cerca de 25 minutos, e convidei ao plenário apresentar perguntas.  Para minha surpresa, recebi três perguntas por escrito, as três com o mesmo teor, que pode ser resumido assim: “Parece que a sua Igreja tem discutido o tema da homossexualidade, pode explicar como tem sido isso?”  Entendi, então, porque eu havia sido convidado e que o assunto preocupante para aquelas pessoas era a questão da homossexualidade na Igreja, e não necessariamente as relações ecumênicas...

21 de jun de 2015

A omelete do Joãozinho – uma fábula moderninha

omelete-simples
Joãozinho é um sonhador, e se acha um empreendedor. Daquele tipo de gente que  julga “pensar grande”! Tudo que Joãozinho se propõe a fazer, ele começa com muita vontade!
Joãozinho herdou um bom dinheiro, e resolveu que iria criar galinhas e vender ovos. Não seriam ovos quaisquer, mas “ovos de primeira”.  Para isso teria de criar “galinhas de primeira”, e tais galinhas não poderiam ficar soltas por ai no quintal, mereciam um galinheiro.
Não qualquer galinheiro! Mas um galinheiro especial, também “de primeira”.
_ “Eu penso grande e vejo longe, meu amigo, tenho uma grande experiência!”, costuma dizer Joãozinho sempre que inicia um novo empreendimento. E com muito ânimo expõe suas ideias e projetos, embora nunca tenha, de fato, mostrado um projeto a alguém!
Como dizíamos, Joãozinho anunciou que iria criar “galinhas de primeira” para produzirem “ovos de primeira”. Decidiu que teria de construir um galinheiro diferente desses que “andam por ai”. Contratou um arquiteto para fazer o projeto do galinheiro, mas acabou jogando fora o trabalho entregue porque achou que o arquiteto não havia entrado “no clima”; assim, ele mesmo desenhou o galinheiro, comprou os materiais e construiu o galinheiro, que dado à “complexidade” do projeto, demandou um bom tempo para ficar pronto. Joãozinho faz tudo, porque não consegue trabalhar em equipe.