Pequenas luzes, simplicidade

Este blogue é destinado a pessoas que gostam de pensar sem as limitações impostas pelos modismos e pelas instituições sejam quais forem; que conseguem rir de si mesmas e de tudo, sem sentir culpa; que conseguem olhar além do próprio umbigo.
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Este não é um blogue acadêmico, nem jornalístico, não é um blogue temático e não é politicamente correto (modismo idiota americano)! Este blogue pretende ser um espaço de idéias sem a formalidade acadêmica, livre, de conteúdo variado, sem nenhum compromisso temático, ideológico, partidário, étnico, religioso, essas bobagens todas. Ou seja, é politicamente pentelho! e cheio de contradições! como eu! Quem espera respostas prontas e uma enxurrada de racionalidade, que vá ler Kant!
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26 de ago de 2012

VOTO DE CABRESTO OU RESPONSABILIDADE PASTORAL?

FALE

Fico feliz em ver o FALE assumindo essa campanha! O FALE foi uma iniciativa que começou quando eu era o Secretário Regional do CLAI para o Brasil, e foi exatamente o apoio institucional do CLAI que permitiu o surgimento do FALE. Por muitos anos fiz parte da equipe de assessores e redatores do FALE. Uma das mais belas iniciativas realmente evangélicas, inspirado no movimento SPEAK-UP da Inglaterra, o FALE do Brasil se tornou o maior grupo da Rede no mundo.

O posicionamento do FALE vai exatamente contra aquele tipo de clérigo que “vende” seu voto e o voto de sua congregação, em troca de favores políticos, escusos.

Isso não significa afirmar que clérigos devam esconder suas posições políticas! Exatamente por sermos um Estado Laico, os clérigos são primeiro Cidadãos (porque não nascem clérigos) e devem exercer sua cidadania com transparência e devem SIM, por serem formadores de opinião, ajudar o povo de suas comunidades a exercer sua cidadania, como princípio ético. Não se trata de "obrigar" o voto, mas levar à uma análise crítica da realidade à luz da Palavra de Deus, o que seria de fato seu papel como teólogo com a comunidade. O que não se deve fazer, por ser antiético, é atrelar seu ministério a um projeto eleitoral que implique em "benefícios para a igreja".

Calar-se diante de uma realidade por ser clérigo, seria na verdade apoiar uma situação existente e um núcleo de poder político. Nesse caso Dietrich Bonhoeffer, por exemplo, não poderia ser considerado uma referência ética cristã contemporânea. Seu posicionamento político foi bem claro e o levou a atitudes radicais diante de um poder diabólico que - exatamente em nome da neutralidade religiosa, foi apoiado pela Igreja oficial.

Nada deve parecer natural
Se o pastor omitir-se, a mídia vinculada ao poder dominante atrela o povo... Os opressores poderosos não são invencíveis!


Meus paroquianos sabem com clareza minha posição política, ela está expressa de forma transparente até mesmo no FACEBOOK, e nem por isso sentem-se no cabresto do seu pastor. Aliás, aqui no Rio, eu voto FREIXO.

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