Pequenas luzes, simplicidade

Este blogue é destinado a pessoas que gostam de pensar sem as limitações impostas pelos modismos e pelas instituições sejam quais forem; que conseguem rir de si mesmas e de tudo, sem sentir culpa; que conseguem olhar além do próprio umbigo.
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Este não é um blogue acadêmico, nem jornalístico, não é um blogue temático e não é politicamente correto (modismo idiota americano)! Este blogue pretende ser um espaço de idéias sem a formalidade acadêmica, livre, de conteúdo variado, sem nenhum compromisso temático, ideológico, partidário, étnico, religioso, essas bobagens todas. Ou seja, é politicamente pentelho! e cheio de contradições! como eu! Quem espera respostas prontas e uma enxurrada de racionalidade, que vá ler Kant!
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26 de mai de 2012

Avaliando, revisando e abandonando velhos caminhos, começando novos, vislumbrando outros horizontes!

001 (2)Hoje, 26 de maio, dia de Santo Agostinho de Cantuária, completo 27 anos como Diácono servindo na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Agradeço a Deus o privilégio de servir ao Seu povo nesta pequena parte da Igreja de Deus em Jesus o Cristo e chegar aos 62 anos de idade (no dia 30), 44 anos desde minha conversão ao Cristo, e 42 como episcopaliano.
Repensar tudo é necessário, mudar paradigmas de vida e mudar também as formas de crer e de servir a Deus, lembrar que o Senhor tem muitos rebanhos e sempre há necessidade de pastores e obreiros para a Messe do Senhor, que não se limita à uma única denominação ou confissão de fé. O Senhor tem também muitos nomes...
Assim, reafirmo meu compromisso com Deus, não importa o Nome que eu dê a Ele/Ela, o que significa que reafirmo meu compromisso com a diversidade humana, em primeiro lugar. Diversidade cultural – portanto, religiosa porque Deus se manifesta nas culturas e estas O interpretam – diversidade étnica, diversidade ética (apesar dos moralistas de plantão). Não aceito como saudável ou sagrada a diversidade social que exclui milhões em benefício de alguns milhares… Isso acontece porque na diversidade ética há inclusive gente não-ética, geralmente parasitas de todos os grupos humanos.
Nesse sentido, uma vez que não se serve a Deus solitariamente, mas sim solidariamente, reafirmo minha confissão de fé como cristão, e minha lealdade à Igreja de Deus em Jesus o Cristo, independente da denominação onde eu esteja ou venha estar. Denominações (igrejas) são modos de ser da Igreja de Cristo, tão diversa quanto as culturas humanas, até porque confessando que Jesus o Cristo é Deus assumindo a carne humana (Deus Encarnado, Deus Conosco), reconheço que a Igreja de Deus se encarna de diferentes maneiras em diferentes grupos humanos. Apesar de muitas falcatruas se autodenominarem “igrejas” (tenham formato protestante, evangélico ou litúrgico) que prometem mundos (sem Cruz) e fundos (pro$peridade) que o Senhor não prometeu, ainda há igrejas de verdade, que anunciam o Evangelho COM a Cruz e a Ressurreição. E, ao renovar meu compromisso de fé cristã, reafirmo meus votos aos Irmãos e Irmãs em Tiago de Jerusalém, a OST.  Este pequeno grupo de pessoas complicadas, muitas vezes rebeldes, inconformadas com certas “normalidades institucionais eclesiásticas”, é realmente meu núcleo de apoio e fortalecimento da vocação e do ministério.
Quanto ao resto, resto da minha vida, reafirmo meu compromisso de servir aos pobres, aos marginalizados e aos excluídos de toda a possibilidade de vida com dignidade, neste diabólico ambiente mundial controlado por minorias loucas que fazem da morte sua opção de ganhar a vida.  Continuarei repartindo o pouco que tenho com quem seja necessitado ou não (porque não tenho como julgar sem usar critérios pouco éticos). Não prometo mais lutar com todo vigor em favor da justiça, da paz, da equidade social, e de tudo aquilo pelo que lutei, porque realmente já não tenho o vigor dos jovens e a maioria dos jovens não tem mais o vigor para a luta, alienados e enfraquecidos que estão pelo consumismo (até religioso) como ideal de vida; mas continuarei anunciando que há uma outra vida, melhor e mais digna, possível nesta terra, apesar das elites controladoras de tudo quererem nos fazer acreditar que este é o melhor dos mundos…
Continuarei tentando amar as mulheres, especialmente a mulher que partilha a vida comigo tentando caminhar lado a lado, agradecendo a Deus por aquelas que no passado partilharam e deixaram sua contribuição, boa ou ruim, em minha existência. Também eu deixei para elas coisas boas e ruins, nenhuma relação é perfeita e completa.
Continuarei tentando ser amigo leal e fiel, apesar das muitas deslealdades demonstradas por “amigos” que não o foram; mas agradeço ao Alto pelos poucos bons e leais amigos que durante todos estes anos tenho tido.
Confiando que “nada do que foi será igual ao que foi um dia”, manterei muitas coisas boas na memória, na recordação de momentos felizes, e deixarei de sonhar com o que não mais existe. “Tudo passa, tudo passará”, apenas a Palavra do Senhor não passará!
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14 de mai de 2012

Do poder e do penico.

PenicosOs políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente, e pela mesma razão!  (Eça de Queiroz)
Não sei quando o Eça disse isso, se publicou ou não, nem mesmo se é o autor da frase… peguei a citação no Facebook. Todavia, é uma frase feliz, de grande senso cidadão.
Na verdade, isso vale para qualquer um que exerça autoridade e esteja investido de poder. Para evitar se contaminar, sempre é bom não acumular muito tempo no poder e no exercício da autoridade... isso vale em qualquer instituição, INCLUSIVE na Igreja! Porque ninguém é imune ao poder corruptor do Poder!
Houve uma Ordem, Monástica, em tempos passados – não me lembro qual mas provavelmente de Regra Beneditina – onde havia uma norma sobre o Superior Geral: ao término de seu tempo de governo (exercício do poder e da autoridade) o monge, até então o Superior Geral, era designado para a função de Irmão encarregado das latrinas do mosteiro, ou seja, o sujeito que tinha de cuidar da merda de todo mundo! Isso, dizia a norma, era para que ele se desintoxicasse e se limpasse do poder e da autoridade, para que reaprendesse a servir e a obedecer, pois até então fora servido e obedecido pelos demais confrades.