Pequenas luzes, simplicidade

Este blogue é destinado a pessoas que gostam de pensar sem as limitações impostas pelos modismos e pelas instituições sejam quais forem; que conseguem rir de si mesmas e de tudo, sem sentir culpa; que conseguem olhar além do próprio umbigo.
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Este não é um blogue acadêmico, nem jornalístico, não é um blogue temático e não é politicamente correto (modismo idiota americano)! Este blogue pretende ser um espaço de idéias sem a formalidade acadêmica, livre, de conteúdo variado, sem nenhum compromisso temático, ideológico, partidário, étnico, religioso, essas bobagens todas. Ou seja, é politicamente pentelho! e cheio de contradições! como eu! Quem espera respostas prontas e uma enxurrada de racionalidade, que vá ler Kant!
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7 de fev de 2010

Conto rapidinho

A tempestade é violenta, a noite sem lua. O vento, soprando forte, dobra os altos cedros que formam a grande floresta. Mas o carvalho, imponente e forte, apenas permite que seus galhos mais finos dancem ao sabor da ventania.
Ao pé da serra cercando a floresta pelo sul, há um castelo. Um castelo muito antigo, de nobres cuja descendência se desconhece. Um castelo abandonado, com partes em ruínas.
Um raio ilumina a noite. O peregrino que, ao longe, segue rápido pela trilha  apesar da tempestade, olha assustado para trás. No castelo, à luz do raio, cujo lampejo entra pela janela, uma aranha, em sua teia no canto do teto de um cômodo, observa baratas, vermes e ratazanas devorarem os restos de um corpo de mulher…
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Concurso literário de texto curto, 1978, F.F.C.L. Oswaldo Cruz, São Paulo, SP - 1º lugar.
Esse concurso foi um desafio dos professores de Língua Portuguesa aos estudantes de Exatas, se eram capazes de escrever literariamente de forma simples, objetiva e sucinta, contando uma estória completa... os três primeiros lugares foram do pessoal da Matemática! he!he!he!he!
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6 comentários:

  1. Credo, maninho, que trético! rsrsrs. Mas adorei... fala tudo sem nada dizer, deixa tudo livre para a imaginação de quem lê... Bjks.

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  2. Acho que o peregrino matou a mulher e fugiu. Isso seria o mais óbvio.
    Ou o peregrino tentou se proteger da chuva no castelo, viu o cadaver e fugiu assustado.
    Ou a mulher morreu porque foi picada pela aranha e o peregrino não tem nada com isso, so está passando por ali e foi surpreendido pela tempestade.
    Ou então um descendente desconhecido dos nobres proprietários do castelo matou a mulher porque ela tinha requerido usocapião do imóvel.

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  3. Lembra-me Edgar Allan Poe !!! Magistal !!! Surpreendente... O final não fica claro. história aberta. Ótimo. Parabéns, querido. Ando cansado do fianç óbvio... Diferente das amigas, acimas citadas, não sei o final.
    Parabéns.

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  4. Dá pra encurtar mais. Basta o último parágrafo e mais nada. Por si só esse parágrafo já é uma estória! Se eu estivesse participando do concurso, o premio era pro pessoal da Med! rsrsrsrs

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  5. Bem sacado, Herman! Obrigado pela dica! Bjs.

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  6. Horripilante! mas engraçado. (risos)

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